Estabelecimentos no Reino Unido proibiram a entrada de clientes com os novos dispositivos vestíveis da empresa por temores de gravações e invasão de privacidade. Proprietários dizem proteger clientes e funcionários contra vigilância não autorizada.
Recentemente, a Meta lançou sua linha de “óculos espiões” com a expectativa de que esses dispositivos fossem bem recebidos pelo público, similar a produtos como tablets e smartwatches. No entanto, a reação no Reino Unido tem sido distinta.
Bares, restaurantes e teatros estão adotando a proibição de entrada para pessoas utilizando os óculos da Meta, citando preocupações com a privacidade de clientes e funcionários. Jeremy King, proprietário de restaurantes em Londres, manifestou sua posição ao afirmar:
“Eu jamais permitiria, conscientemente, qualquer invasão da privacidade dos clientes, exceto com os olhos com os quais nascemos.”
Além de King, o clube privado Soho House e a rede de pubs Wetherspoons também implementaram restrições semelhantes, barrando o uso desses dispositivos em seus estabelecimentos. A proibição se estende também a teatros, onde um porta-voz da ATG Theatres destacou que gravações durante as apresentações não são permitidas. Quem estiver usando os óculos será solicitado a retirá-los.
A preocupação com a privacidade aumentou, especialmente após a circulação de vídeos gravados com os óculos da Meta, que mostravam situações de assédio contra mulheres e se tornaram virais nas redes sociais. Adam Mosseri, diretor do Instagram, mencionou que a plataforma intensificou a fiscalização sobre vídeos gravados sem consentimento que são publicados nas redes sociais.
A Meta, por outro lado, defende que está comprometida com a proteção da privacidade. Em um comunicado, a empresa afirmou que os óculos têm diversas funcionalidades, como ouvir música, realizar traduções simultâneas e fazer chamadas sem o uso das mãos. A Meta ressaltou que
“para quem os usa e para as pessoas ao redor, a confiança é fundamental.”
