Itabaiana · quinta-feira · 05 de novembro de 2026
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Gabriel Bortoleto vira foco do GP Brasil, atraindo olhares com sua primeira temporada na fábrica. A Audi chega motivada após pontos com Hülkenberg e o oitavo lugar do brasileiro no México.

A Audi fará sua estreia em Interlagos correndo como equipe oficial de fábrica pela primeira vez no GP Brasil de Fórmula 1, e a prova paulistana já é considerada uma das mais importantes do ano justamente por ser a corrida em casa de Gabriel Bortoleto, um dos pilotos titulares da escuderia. A presença de Bortoleto traz atenção extra para a equipe.

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O time vem em alta depois de marcar bons pontos com Nico Hülkenberg em Singapura e com Gabriel Bortoleto no México — o brasileiro foi oitavo colocado. Em entrevista antes do GP São Paulo de F1, Allan McNish, chefe da Audi, destacou a boa temporada de estreia da equipe e a necessidade de seguir evoluindo.

Considerando que é o primeiro ano com uma nova unidade de potência, nossa temporada é muito boa. Mas nós nunca estamos satisfeitos, queremos ser bem melhores. Ficamos felizes com os resultados recentes, mas precisamos sempre trabalhar para melhorar a performance e a confiabilidade.

Na sexta-feira (6), a partir de 12h30 (horário de Brasília), o sportv3 transmitirá ao vivo o primeiro treino livre do GP Brasil. O canal exibirá também, às 16h, a segunda sessão. A transmissão do terceiro treino livre será no sábado (7), às 11h30. Ainda no sábado, às 15h, a TV Globo e o sportv3 exibirão ao vivo a classificação para a corrida em Interlagos. No domingo (8), a TV Globo exibirá a corrida ao vivo a partir de 13h30, com cobertura ao vivo também pelo sportv3.

Sobre o trabalho de Bortoleto em seu primeiro ano na Audi e segundo na F1, McNish ressaltou a maturidade do piloto, um ponto que também foi elogiado pelo líder de projeto do time na categoria, o italiano Mattia Binotto. A Audi tem, segundo McNish, uma estratégia de longo prazo com o brasileiro.

Vi um grande desenvolvimento do Gabi desde o ano passado. Ele sabe que há um nível de responsabilidade diferente de ser um piloto da Audi, e não um da Sauber, e que isso exige uma maturidade maior. Ele não é um piloto que está apenas nos GPs. Está no simulador, na fábrica e trabalhando com o time como parte do crescimento do time. Nossa estratégia com ele sempre foi de longo prazo. Gabi está nos nossos planos desde que começou na F3, como um dos talentos que começamos a observar antes de formar a equipe atual (ainda como Sauber).

Além da relação com o Brasil por conta de Bortoleto, McNish contou uma lembrança com Ayrton Senna, da época em que era piloto de testes da McLaren e fez seu primeiro treino com um carro de F1 em Estoril, quando Senna estava no mesmo box da equipe.

A primeira vez que eu andei em um carro da F1, ele estava no outro lado da garagem, dividindo o box da McLaren. Naquela época, você tinha alguns dados para seguir, como pedal de aceleração, pressão de freio e velocidade. Mas você não conseguia comparar tudo, então pegava dois pedaços de papel, colocava eles contra a luz e via a diferença nos traços. E eu ainda tenho esses papéis do teste com Senna guardados até hoje.

Senna era de uma forma na pista e de outra fora dela. Fora do circuito, era um grande ser humano. E muito, muito espiritualizado. Mas, quando estava na pista, era uma máquina. Havia algumas coisas que só ele podia fazer em um carro de corrida. Algo que você só olhava e não conseguia acreditar. Não conseguia acreditar como ele conseguia fazer coisas com aquele carro.

Você via ele acelerar rápido naquelas primeiras curvas, jogava o carro e tinha uma aderência impressionante. E aí você via o tempo de corrida e pensava caramba, de onde isso veio? Naquela época, você colocava um pneu de classificação, que durava uma volta, e você tinha um motor de classificação, que tinha significativamente mais potência para uma volta. E ele tinha a habilidade de encontrar essa velocidade e força na primeira saída, muito melhor do que qualquer outro. Outros levariam dois ou três voltas para ter o mesmo sentimento, mas ele tinha isso na primeira saída. E essa foi uma habilidade que eu acho que você pode até treinar, mas é coisa do talento natural dele.

O relato de McNish mistura avaliação técnica da equipe, elogios ao desenvolvimento de Bortoleto e lembranças pessoais sobre Senna. A Audi segue com a ambição de melhorar performance e confiabilidade ao longo da temporada, enquanto prepara a sua estreia como equipe de fábrica em Interlagos, com a expectativa de um forte desempenho no GP Brasil.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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