Artur Jorge falou sobre as mudanças feitas durante a partida em que o Cruzeiro foi eliminado pelo Atlético-MG na Copa do Brasil. O técnico explicou as razões para as saídas de Gerson, Matheus Pereira e Kaio Jorge no segundo tempo e comentou seu papel na derrota.
Segundo o treinador, Gerson deixou o jogo por desgaste e a entrada de Matheus Pereira foi uma alteração tática pensada para dar fôlego e explorar as costas da defesa adversária. Sobre outro substituto acionado no segundo tempo, ele disse que a função era oferecer um escape rápido e ajudar a compactar a marcação.
“Em relação à saída das peças de maior refino técnico, repito: o Gerson pediu para sair por desgaste. A entrada do Matheus foi a minha única alteração puramente tática, buscando adicionar fôlego para atacar as costas da defesa. Já o Kenji foi acionado com a função de nos dar escape rápido e, ao mesmo tempo, compactar a marcação.”
As trocas ocorreram quando o Cruzeiro vencia por 1 a 0 e já estava com um jogador a menos, após a expulsão de Lucas Villalba. Artur Jorge lamentou o cartão vermelho, mas afirmou que o resultado não pode ficar condicionado somente a essa situação e avaliou como o jogo se desenrolou após a expulsão.
“Creio que nós respeitamos aquilo que era a nossa obrigação: vir aqui e jogar para ganhar. Tivemos um jogo equilibrado até os 60 minutos, equilibrado, mas com a vantagem no resultado a nosso favor. A partir da expulsão, ficamos evidentemente mais expostos à superioridade numérica e também territorial do adversário, que acabou por nos empurrar para trás e nos obrigou a defender mais vezes, mais perto da nossa grande área.”
Artur Jorge comentou a atuação de Villalba, que recebeu o primeiro cartão amarelo ainda no primeiro tempo e, com o adversário pressionando pelo lado esquerdo, acabou cometendo outra falta perto da área que resultou no segundo amarelo e na expulsão. Sobre a opção de não substituí-lo antes, o técnico explicou que não poderia tomar decisões apenas com base em cartões sem comprometer o esquema da equipe.
“O Villalba ficou mais cuidadoso nas suas ações depois de um cartão amarelo, mas parece-me ser demasiado injusto para aquilo que é o trabalho coletivo nós especificarmos que uma posição ou uma situação possa condicionar o jogo.”
“O elenco precisa saber administrar o peso de jogar pendurado. Não podemos perder a confiança no nosso modelo. Se o critério de substituição fosse apenas o cartão, eu seria obrigado a sacar o Kaio Jorge, o Otávio e o Villalba de uma só vez.”
Ao assumir responsabilidade pelas escolhas durante os 90 minutos, o comandante reconheceu margem para evolução nos acertos e erros, mas destacou a ideia de conjunto dentro do clube.
“O ônus dessas escolhas nos 90 minutos é meu. Há sempre margem para evolução, tanto nos acertos quanto nos erros, mas a premissa é clara: ganhamos e perdemos juntos.”
O técnico respondeu às perguntas sobre opções táticas, desgaste de atletas e administração de jogadores com cartão, mantendo o foco no planejamento coletivo e na necessidade de evolução diante dos resultados obtidos.

