Brasília, 7 de abril de 2026 – A missão Artemis II, da Nasa, divulgou a primeira fotografia detalhada da face da Lua que nunca é visível da Terra e ainda capturou um eclipse solar total durante sua órbita pelo satélite natural.
Imagem inédita do “lado escuro”
O registro foi feito em 6 de abril, quando a espaçonave sobrevoava a região fronteiriça entre os dois hemisférios lunares. A foto mostra, à direita, a parte iluminada que se vê da Terra e, à esquerda, o lado oculto, caracterizado por terreno mais montanhoso, relevo acidentado e crosta mais espessa. Ao centro, destaca-se a Bacia de Orientale, cratera com quase mil quilômetros de diâmetro que separa as duas metades.
Período fora de contato
Durante a manobra, a Orion alcançou a distância máxima de 406.771 km da Terra e bateu o próprio recorde de afastamento, somando 6,6 mil quilômetros além da marca anterior. Ao passar atrás da Lua, a cápsula ficou 40 minutos sem comunicação com o Controle da Missão, bloqueada pelo corpo lunar.
Eclipse “surreal”
No intervalo em que os sinais de rádio ficaram interrompidos, os quatro tripulantes presenciaram um eclipse solar total que durou cerca de uma hora. O comandante Reid Wiseman descreveu a cena como algo “que nenhum ser humano havia visto, nem mesmo durante o programa Apollo”. O piloto Victor Glover classificou o momento como “surreal”:
“O Sol se pôs atrás da Lua, a coroa solar permaneceu visível e formou um halo ao redor do disco lunar. Logo em seguida surgiu o brilho da Terra, tão intenso que nossos cérebros custaram a processar a imagem. É absolutamente espetacular.”
Retorno marcado
Após a missão de reconhecimento, a tripulação segue viagem de volta. O pouso está previsto para as 21h07 de sexta-feira, 10 de abril (horário de Brasília), no Oceano Pacífico. Até o fim da jornada, a nave terá percorrido aproximadamente 1.118.494 quilômetros.
Com informações de Só Notícia Boa
