Itabaiana · domingo · 11 de outubro de 2026
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A Prefeitura de Aracaju divulgou o 4º LIRAa (2-10 jul), com índice geral de 1,5%, classificado como risco médio. Houve queda de 0,4 ponto percentual em relação a maio, resultado das ações de vigilância e controle.

A Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), divulgou o resultado do quarto Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) de 2026. O estudo, realizado entre os dias 2 e 10 de julho em todos os bairros da capital, apontou um índice geral de infestação de 1,5%, classificado como médio risco para surtos de arboviroses.

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Em comparação ao levantamento anterior, realizado em maio, quando o índice foi de 1,9%, houve uma redução de 0,4 ponto percentual, refletindo as ações contínuas de vigilância e controle desenvolvidas pelo município.

Apesar da diminuição no índice geral, três bairros ainda foram classificados como de alto risco: Dom Luciano (5,9%), Luzia (4,8%) e Suíssa (4,4%). O levantamento também registrou uma queda significativa nos indicadores de bairros que apresentavam situações críticas anteriormente. Por exemplo, o bairro Cidade Nova reduziu o índice de 6,5% para 2,6%; Cirurgia, de 9,4% para 2,0%; Grageru, de 4,0% para 3,4%; e Santo Antônio passou de 4,5% para índice zero.

Dos 48 bairros avaliados, 18 foram classificados como de baixo risco, 27 de médio risco e três de alto risco para a proliferação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.

O LIRAa também revelou que os principais focos do Aedes aegypti continuam concentrados em recipientes existentes dentro das residências. Os depósitos destinados ao armazenamento de água, como tonéis e lavanderias, responderam por 40,4% dos criadouros encontrados, enquanto vasos e pratos de plantas, recipientes para água de animais, reservatórios de geladeiras e outros recipientes domiciliares representaram 42,5% dos focos identificados. Os tanques e calhas corresponderam a 8,2%, o descarte irregular de lixo e entulho a 6,2%, e os pneus a 2,7%. Não foram registrados focos em depósitos naturais.

A coordenadora da Vigilância em Saúde da SMS, Duanne Marcele, destacou que a redução do índice demonstra a efetividade das ações desenvolvidas pelo município, mas reforçou a importância da participação da população. “Mesmo com a redução observada, continuamos em uma classificação de médio risco. Por isso, é fundamental que cada morador elimine possíveis criadouros dentro de casa e permita o acesso das equipes de saúde durante as visitas domiciliares. O combate ao mosquito é uma responsabilidade compartilhada”, afirmou.

O gerente do Programa de Combate ao Aedes aegypti, Daniel Nunes, explicou que o levantamento orienta o planejamento das ações de campo. “Nossas equipes atuam diariamente com visitas domiciliares, monitoramento e ações de bloqueio, intensificando o trabalho nos bairros que apresentam maior vulnerabilidade. O LIRAa é uma ferramenta essencial para direcionar essas estratégias e reduzir cada vez mais os índices de infestação”, ressaltou.

Entre maio e junho deste ano, a Secretaria Municipal da Saúde realizou 77.300 visitas domiciliares e inspecionou 1.393 pontos estratégicos da cidade. Durante esse período, foram executados 1.853 tratamentos focais com larvicida residual e 68 tratamentos perifocais com inseticida.

A SMS também promoveu quatro mutirões de combate ao Aedes aegypti em parceria com a Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), abrangendo os bairros Cirurgia, Cidade Nova, Santo Antônio e Grageru, que apresentavam alto risco no levantamento anterior. Como parte das ações de bloqueio das arboviroses, foram realizadas aplicações de UBV costal (fumacê) em 421 quarteirões, alcançando 23.280 imóveis entre maio e junho.

No mesmo período, o município registrou 309 notificações de dengue, das quais 31 foram confirmadas. Em relação à chikungunya, foram notificadas 10 ocorrências, com seis confirmações. Já a zika contabilizou duas notificações, sem confirmação de casos.

A SMS reforça que a eliminação de recipientes que acumulam água continua sendo a principal medida para prevenir a proliferação do Aedes aegypti. A orientação é manter caixas d’água tampadas, limpar calhas e ralos periodicamente, eliminar recipientes que possam acumular água e permitir a entrada dos agentes de combate às endemias durante as visitas domiciliares. A colaboração da população é decisiva para reduzir os focos do mosquito e prevenir casos de dengue, zika e chikungunya.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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