Itabaiana · quarta-feira · 16 de setembro de 2026
📻 Ao vivo agora: Realidade  📲 Participar
⏱ 3 min de leitura

Caio Resende diz que é hora de avançar com o fair play financeiro. A agência reguladora recebeu as prestações de contas no fim do mês; das 40 equipes, mais da metade admitiu débitos.

Caio Resende fala sobre o momento para a implementação do sistema de fair play financeiro. A Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) recebeu, no fim do mês passado, a prestação de contas de clubes das Séries A e B. Na declaração, mais da metade dos 40 clubes apresentaram débitos diversos no futebol brasileiro.

Publicidade

As dívidas aparecem em diferentes frentes e foram registradas no balanço entregue à agência. Entre as categorias de compromissos apontadas estão:

Tipos de dívidas declaradas

  • Dívidas com instâncias governamentais — tributos e encargos relacionados à atividade dos clubes.
  • Dívidas com jogadores e treinadores — salários, direitos trabalhistas e parcelas contratuais.
  • Dívidas entre clubes — valores decorrentes de transferências e acordos entre agremiações.

A agência reguladora, criada este ano, estabeleceu três pontos de corte por ano para conferência das dívidas dos clubes. O prazo anterior era do fim de março, mas houve dois adiamentos, e o processo foi fechado em 11 de maio, a pedido dos clubes. A verificação de julho tinha como ponto de corte 30 de junho. A última conferência do ano está prevista para o fim de novembro, com corte em 31 de outubro.

Pontos de corte e prazos

  • 11 de maio — fechamento da prestação de contas após adiamentos.
  • 30 de junho — ponto de corte da verificação de julho.
  • 31 de outubro — ponto de corte para a conferência final do ano; última conferência prevista para o fim de novembro.

Apesar da maioria dos clubes apresentar débitos, a ANRESF prevê prazo de adaptação até 30 de novembro de 2026 para dívidas antigas. Até essa data, a única sanção prevista aos clubes pelos débitos anteriores ao início de 2026 é a advertência.

Para as obrigações assumidas a partir de 1º de janeiro de 2026, o regulamento prevê uma escala de sanções progressivas. O sistema de sanções já inclui medidas que podem ser aplicadas em caso de descumprimento das regras para novas dívidas.

‘em ajuste’

O presidente da agência prevê decisões rápidas, mas teme o impacto em um mercado “em ajuste”.

Sanções previstas

  • Advertência pública
  • Multas financeiras
  • Retenção de receitas
  • Transfer Ban
  • Perda de pontos
  • Rebaixamento
  • Cassação da licença

Recentemente, o São Paulo foi notificado com a ameaça de transfer ban para cobrança de valores relativos à transferência do meio-campista Djhordney. O caso ilustra que medidas já podem ser acionadas para débitos vinculados a operações concretas, enquanto o regime de transição para dívidas antigas mantém a predominância de advertências até o prazo de adaptação.

O anúncio do Fair Play Financeiro para 2026 e a atuação da agência marcam uma mudança no controle e na fiscalização das finanças dos clubes. As próximas conferências e a aplicação das sanções previstas serão determinantes para observar como o mercado reagirá e como os clubes irão ajustar suas contas diante das novas regras.

Redação
ESCRITO POR
Redação

Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

10115 artigos publicados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

🔔

Quer receber as notícias em primeira mão?

Notificações das principais notícias de Sergipe direto no seu navegador — sem spam.