Itabaiana · domingo · 13 de setembro de 2026
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Alessandro detalha a parceria com Rodrigo Bellão, interino do Botafogo no duelo contra o Athletico. Ele relembra a trajetória do Vasco aos títulos pelo Athletico e pelo Botafogo.

Campeão brasileiro pelo Athletico e campeão carioca pelo Botafogo, o ex-lateral Alessandro detalha a ligação com os dois clubes e a parceria de formação que manteve com Rodrigo Bellão, que vai comandar o Botafogo interinamente no confronto contra o Athletico nesta segunda-feira, pela 24ª rodada do Brasileirão.

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Formado no Vasco, Alessandro passou pelo Bangu antes de chegar ao Athletico em 2000. Foi com o Furacão que conquistou o Campeonato Brasileiro de 2001 e ganhou visibilidade para chegar à Seleção Brasileira. Em 2007, fechou com o Botafogo e foi campeão carioca em 2010, na final marcada pelo pênalti de cavadinha de Loco Abreu.

São dois momentos que ficaram muito marcados na minha carreira. O Athletico me despontou para o futebol brasileiro. O Botafogo, eu tenho um carinho enorme por tudo que eu vivi ali dentro. São dois clubes que estão no mesmo lugar no meu coração

Depois de encerrar a carreira, Alessandro retornou ao Athletico como auxiliar técnico e trabalhou ao lado de Rodrigo Bellão na base do clube paranaense. Bellão esteve à beira do campo também no primeiro turno, na Arena da Baixada, e agora assumirá interinamente o Botafogo no jogo desta segunda-feira.

A gente se fala praticamente todo dia. Ele me falou “é o destino de novo”. Primeiro em Curitiba, agora no Rio de Janeiro. É um cara que merece pelo trabalho que ele vem fazendo lá no Botafogo, por tudo o que ele construiu nestes 19 anos de carreira

Na formação do Athletico, a dupla é responsável por revelar jogadores que hoje têm papel central no time principal. Entre eles estão o zagueiro Arthur Dias, apontado pela CIES Football como um dos jogadores sub-20 mais promissores do mundo; os meio-campistas João Cruz e Dudu; e atacantes como Bruninho, vendido ao Shakhtar Donetsk por mais de R$ 82 milhões, e Julimar, emprestado ao Sharjah FC.

viu, ele pode se tornar o melhor zagueiro do mundo agora

Alessandro lembra que Arthur, hoje titular aos 19 anos, estava na categoria sub-17 atuando como atacante e chegou a figurar em uma lista de dispensa do clube. Bellão e Alessandro intervieram, propuseram a mudança de posição — primeiro lateral, depois zagueiro — e trabalharam na adaptação até o jogador se firmar na equipe principal.

Outro caso citado é o de Bruninho, que chegou a atuar como lateral na base antes de ser moldado para jogar pelas pontas e ser negociado ao exterior. Alessandro destaca que a paciência para lapidar talentos não é sempre a mesma nos clubes e reconhece ter visto jovens com potencial serem liberados por falta de continuidade.

[Além deles] têm muitos jogadores que tinham margem para evoluir, que saíram porque faltava um pouquinho de paciência, de jogo de cintura e espera

O ex-lateral também aponta preocupação com a formação de laterais no Brasil. Segundo ele, nos anos anteriores havia muitos laterais sendo formados, enquanto hoje a geração é mais escassa e alguns treinadores não priorizam essa posição. Alessandro encerrou sua passagem pela base do Athletico neste ano, após 10 anos, em meio a mudanças no clube; Bellão foi desligado em dezembro de 2024, durante a reformulação pós-rebaixamento.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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