Yuleidy Ixcotoyac recobrou os sentidos enquanto familiares preparavam o velório em Quiché (Guatemala). O pai diz que ela teve mal-estar de madrugada e, no trajeto ao hospital, não apresentava respiração nem pulso.
Uma adolescente, identificada como Yuleidy Ixcotoyac, acordou dentro do próprio caixão e se levantou durante os preparativos do velório no último sábado (10) em Quiché, na Guatemala. O caso ganhou repercussão após relatos da família sobre o episódio ocorrido no período da tarde.
De acordo com o pai, Abraham Ixcotoyac Tojin, a jovem passou mal durante a madrugada e ele a levou em direção a um hospital. No trajeto, o pai teria percebido que a filha não respirava. Ele diz que parou o carro para checar e tentou sentir o pulso, não detectando sinais de respiração nem pulso, e acreditou que ela havia morrido.
Ainda segundo o relato do pai, ele não chegou a levar a filha para dentro do hospital. Depois de acreditar que a adolescente havia morrido, procurou uma funerária, comprou um caixão e voltou para casa com o corpo.
O fato ocorreu por volta das 14h30, quando a família retornou. Enquanto o pai estava no quintal, outras pessoas levaram o caixão para uma área coberta onde o espaço para o velório já havia sido preparado. Pouco tempo depois, moradores e vizinhos que acompanhavam os preparativos teriam começado a gritar por um suposto milagre.
“Quando fui olhar, estavam tirando minha filha deste caixão”
A mãe, Lesbia de Ríos, contou que manteve a esperança desde o início do mal-estar e que, durante os preparativos, chorava sobre o caixão. Ao abrir a portinhola da caixa, ela percebeu que a filha estava se mexendo e despertou. Em seu relato, a mãe descreveu o momento em que a jovem se levantou.
“Quando eu estava chorando sobre o caixão, abrimos a portinhola da caixa. Ela estava se mexendo, estava acordando e, de repente, se levantou”
A família passou a acreditar que a adolescente havia morrido e voltado à vida, mas não foram apresentados documentos médicos que comprovem uma morte clínica ou confirmação de óbito por profissionais de saúde.
Em depoimento, Yuleidy relatou que sentiu uma dor muito forte no peito antes de desmaiar, descrevendo a sensação como um peso na região do coração. Ela afirmou ter recebido do pai a informação sobre o que teria ocorrido durante o percurso até o hospital e explicou que não conseguiu chegar à unidade de saúde.
“Foi assim que meu pai me levou, mas, em San Pedro, ele me disse que eu tinha ficado completamente sem reação. Não consegui chegar até o hospital”
A adolescente agradeceu aos pais e às pessoas que enviaram mensagens e demonstraram apoio depois que a história da família se tornou conhecida. O episódio segue sem comprovação médica pública e permanece como relato dos envolvidos.
