Itabaiana · sábado · 07 de novembro de 2026
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A SEGA produziu poucas edições limitadas do Mega Drive. Parceiros e fabricantes criaram versões inusitadas; no Brasil a Tectoy se destacou pela localização, não por alterações no hardware.

Diferentemente de seu antecessor, o Mega Drive recebeu poucas edições limitadas e variações fabricadas pela própria SEGA. Na época, a empresa já havia se consolidado na indústria dos games e levou versões parecidas do hardware para várias regiões do mundo, sem muitas mudanças estruturais.

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Durante a chamada Guerra dos Consoles com a Nintendo, no início dos anos 1990, houve espaço para que parceiros e fabricantes terceirizados apresentassem o Mega Drive de maneiras bem diferentes. No Brasil, a participação da Tectoy ficou mais marcada pela localização e distribuição do que por variações físicas tão emblemáticas quanto as vistas em outros mercados.

É provável que muitas dessas versões sejam desconhecidas do público em geral. A seguir, estão listadas nove edições limitadas e variantes marcantes do Mega Drive, com os detalhes disponíveis sobre cada uma delas.

9 edições limitadas e variantes

  • Mega Drive 4 Guitar Idol
  • Mega Drive 3 com 86 jogos
  • SEGA Nomad
  • SEGA Mega Jet

    Em uma das iniciativas mais inusitadas da época, a SEGA firmou parceria com a Japan Airlines para criar o SEGA Mega Jet, um aparelho portátil com controles embutidos e entrada para cartuchos, porém sem tela própria. A proposta era que os passageiros alugassem o console para jogar nas pequenas televisões de LCD instaladas nos apoios de braço dos assentos durante os voos. Inicialmente, cada avião disponibilizava 24 cartuchos, e o serviço estava disponível apenas para clientes da primeira classe.

  • SEGA Multi-Mega

    O SEGA Multi-Mega foi um hardware híbrido que unia o Mega Drive, o Mega-CD e um reprodutor de CDs portátil em um único aparelho. O console podia ser alimentado tanto por cabo de energia quanto por pilhas, mirando um público mais maduro. Contava com uma pequena tela de LCD para exibir a faixa musical em reprodução e tinha controles dedicados na carcaça. No Brasil, a plataforma foi vendida acompanhada de uma cópia de Night Trap, título que se tornou central em debates sobre classificação etária na indústria de jogos.

  • Wondermega

    Lançado em abril de 1992, o Wondermega (conhecido como JVC X’Eye na América do Norte) integrava o Mega Drive e o Mega-CD em uma única plataforma, com foco em qualidade de som e vídeo. Existiram diferentes versões no mercado, entre elas o modelo RG-M1 da Victor, o SEGA Wondermega e o JVC X’Eye. A estratégia de distribuição previa que a SEGA vendesse o hardware em lojas de brinquedos, enquanto a JVC o oferecesse em lojas de eletrônicos. O console não chegou à Europa, embora houvesse planos de lançamento pela SEGA Europe.

  • Amstrad Mega PC

    Apresentado em 1992 no mercado europeu como uma espécie de sucessor espiritual do Teradrive, o Amstrad Mega PC foi resultado da parceria entre SEGA e Amstrad. O sistema não trouxe softwares dedicados desenvolvidos pela SEGA e foi comercializado no Reino Unido por £999,99, preço considerado alto na época. O pacote incluía um controle personalizado nas cores dos periféricos e do monitor (um tom de branco que tende a amarelar com o tempo). Sem suporte aos módulos 32X ou Mega-CD, a plataforma se tornou uma raridade.

  • Teradrive

    Criado em 1991 por meio de uma parceria entre SEGA e IBM, o Teradrive combinava um computador pessoal de baixo custo com o console de 16 bits. Foram lançados três modelos, diferenciados principalmente pelo armazenamento e pela memória RAM, que variava de 640 KB a 2,5 MB. O Teradrive aceitava apenas cartuchos, embora tenha sido planejado originalmente para suportar o Mega-CD. A interação entre o computador e o hardware do Mega Drive permitia o funcionamento conjunto apenas de alguns softwares, entre eles Puzzle Construction e The Manhole. O conjunto incluía teclado, mouse e monitor colorido, todos em plástico preto.

  • Aiwa Mega-CD

    Lançado exclusivamente no Japão em setembro de 1994, o Aiwa Mega-CD era um leitor de discos da fabricante Aiwa compatível com jogos do Mega Drive e do Mega-CD, ou seja, suportava discos e cartuchos. Seu formato esférico destoava do design clássico do 16 bits da SEGA. O hardware vinha com um controle de Mega Drive, e era possível acoplar um módulo SEGA 32X — embora, para isso, fosse necessário posicionar o Aiwa Mega-CD totalmente inclinado.

Essas variantes mostram como o Mega Drive foi adaptado por parceiros e fabricantes para públicos e mercados distintos, gerando aparelhos que hoje são lembrados por colecionadores e entusiastas como curiosidades da era dos 16 bits.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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