O Santos não pagou duas das cinco parcelas de JP Chermont, 20, segundo relatos, de uma dívida por férias e 13º. O jogador foi negociado em setembro com o Sharjah FC; valores deveriam ter sido quitados à vista.
O Santos atrasou o pagamento de parcelas referentes a uma dívida com o lateral-direito JP Chermont, de 20 anos. O jogador foi negociado em setembro com o Sharjah FC, dos Emirados Árabes Unidos, e havia acordado receber valores referentes a férias vencidas, férias proporcionais e 13º salário.
As obrigações deveriam ser quitadas à vista, mas o atleta aceitou que o clube parcelasse a dívida em cinco vezes. Duas dessas parcelas já deveriam ter sido pagas, o que não ocorreu, segundo os relatos sobre o caso. O Sharjah FC já depositou 2,5 milhões de dólares (cerca de R$ 13,7 milhões na cotação atual) pela contratação do jogador.
Havia expectativa de que, com a entrada desses recursos, o Santos pudesse regularizar a situação e quitar as parcelas em atraso. Até a publicação, não havia posicionamento formal do clube sobre o motivo do atraso ou sobre um cronograma de pagamento das parcelas pendentes.
Em outubro, parte do valor recebido pela negociação foi utilizada para pagar despesas correntes do clube, em razão de obrigações ligadas a direitos de imagem do elenco. Essa movimentação financeira é apontada como contexto para a incapacidade temporária de quitar todas as pendências trabalhistas relacionadas à negociação de Chermont.
JP Chermont foi promovido ao time titular do Santos durante a disputa da Série B, em 2024, e sustentou a titularidade ao longo da temporada. No ano seguinte, perdeu espaço e chegou a atuar no sub-20 antes de ser emprestado ao Coritiba neste ano. Pelo Santos, o jogador disputou 50 jogos oficiais, marcou dois gols e deu cinco assistências.
A negociação com o Sharjah FC ocorreu em setembro, com o clube árabe realizando o depósito acordado. No entanto, a parcela dos direitos trabalhistas acordada entre Chermont e o Santos não foi integralmente cumprida nos prazos combinados, motivando a reivindicação por parte do atleta.
O caso envolve prazos contratuais e pagamentos de verbas trabalhistas habituais em transferências de jogadores. A situação segue como pendente até eventual regularização dos pagamentos ou manifestação oficial do clube sobre novos acordos para quitar os valores devidos.

