A FIFA impôs mais duas sanções ao Amazonas, que agora acumula quatro transfer bans e não pode registrar novos atletas. As penalidades, por dívidas com Josh Eppiah e Jonny Uchuari, podem levar à perda de pontos.
A Fifa adicionou mais dois transfer bans ao Amazonas nesta terça-feira (3). Com as novas punições, o clube passou a somar quatro bloqueios aplicados pela entidade, o que mantém o time impedido de registrar novos atletas.
As novas penalidades foram anunciadas a pouco menos de um mês do início da pré-temporada. As dívidas que motivaram as sanções estão relacionadas aos atletas Josh Eppiah, de nacionalidade belga, e Jonny Uchuari, venezuelano. Em caso de não quitação dos débitos, o clube pode ser alvo de punições adicionais, como a perda de pontos em competições nacionais.
A informação foi publicada primeiro pela jornalista Larissa Balieiro e confirmada pelo ge Amazonas.
A dívida do clube, neste momento, segundo fontes, é de 10 milhões de reais. No fim da última temporada, diversos atletas deixaram a equipe relatando atrasos de salários: muitos saíram após quatro meses sem receber e alguns após cinco meses de vencimentos em aberto.
O Amazonas já conviveu com o problema por boa parte de 2026. No dia 15 de abril, a Fifa aplicou outra punição ao clube e, em determinado momento, a equipe chegou a ter seis processos simultâneos. Na ocasião, o bloqueio impediu o registro de reforços durante a disputa da Série C do Campeonato Brasileiro, prejudicando a montagem do elenco para a competição.
O transfer ban é uma medida administrativa adotada pela Fifa contra clubes que descumprem obrigações financeiras ou regulamentares, resultando na proibição de inscrever jogadores enquanto as pendências não forem resolvidas.
Para a próxima temporada, o Amazonas tem 20 jogadores confirmados no elenco e registrados no BID da CBF. O clube terá pela frente as disputas do Campeonato Amazonense, da Copa do Brasil, da Copa Verde e da Série C do Brasileiro, competições nas quais a impossibilidade de contratar novos atletas pode limitar a preparação e a reposição do elenco.
Com o calendário se aproximando, a direção do clube ainda enfrenta o desafio de negociar as dívidas trabalhistas e contratuais para tentar reverter os bloqueios e garantir condições mínimas de competição nas competições nacionais e estaduais.

