No podcast The Magnificent Others, Corgan elogiou Travis Barker por transformar a forma de tocar bateria nas últimas três décadas. Disse ter se surpreendido ao ouvi-lo e que o estilo virou referência entre músicos.
Travis Barker se tornou uma referência para diferentes gerações de bateristas, e Billy Corgan afirmou que a influência do músico do blink-182 ajudou a redefinir a maneira de tocar o instrumento nas últimas três décadas. A declaração foi feita durante uma conversa no podcast The Magnificent Others, apresentado por Billy Corgan.
Na conversa, o vocalista do The Smashing Pumpkins elogiou a contribuição de Barker para a música e destacou como sua abordagem passou a ser reproduzida por outros profissionais. Corgan lembrou da primeira reação ao ouvir Barker e disse que, inicialmente, foi difícil compreender a origem daquele estilo tão particular. Com o tempo, porém, passou a reconhecer a dimensão da influência do baterista e sua capacidade de inspirar músicos posteriores.
“Antes de você, as pessoas não tocavam assim; depois de você, quase todo mundo toca como você.”
Corgan acrescentou ainda que, em sua opinião, Barker influenciou mais bateristas de sucesso nos últimos 30 anos do que qualquer outro nome que lhe venha à cabeça. O elogio reafirma a posição de Barker como figura central na cena do rock e do punk-pop desde o surgimento do blink-182 e de suas colaborações em diferentes gêneros.
Surpreso e visivelmente lisonjeado com o reconhecimento, Travis Barker agradeceu os elogios durante a mesma conversa. Ele aproveitou a oportunidade para falar sobre as referências que contribuíram para a formação de sua identidade musical, citando nomes clássicos da bateria e também referências culturais que influenciaram sua energia ao tocar.
Influências citadas
- Buddy Rich
- Tommy Lee
- Jimmy Chamberlin
- Dennis Chambers
- Animal (personagem dos Muppets)
“Eu via muitos bateristas que estavam se divertindo, que estavam aproveitando o momento.”
Ao comentar essas influências, Barker destacou tanto a técnica dos músicos que admirava quanto a espontaneidade e o prazer demonstrados ao tocar. Esse balanço entre técnica e energia foi apresentado como um dos elementos que moldaram seu próprio estilo e, por consequência, o modo como muitos bateristas passaram a tocar nas décadas seguintes.
A conversa entre os dois músicos trouxe à tona a continuidade de tradições percussivas e a transmissão de referências entre gerações. As observações de Corgan e as respostas de Barker reforçam a ideia de que a atuação de um instrumentista pode reverberar além de seu trabalho imediato, influenciando abordagens técnicas e estéticas adotadas por colegas e sucessores.
O diálogo também evidencia o reconhecimento entre pares no meio musical, com um artista reconhecendo publicamente a contribuição de outro e o homenageado apontando as fontes que inspiraram seu caminho.
