O período de transferências terminou nesta sexta com movimentações discretas, mas relevantes para o elenco. Sondagens por Thiago Almada e Luiz Henrique marcaram a janela; Almada foi ao River por €20 mi.
O período de transferências para o mercado brasileiro se encerrou nesta sexta-feira. Embora a janela do Flamengo não tenha trazido contratações de grande impacto como em algumas janelas anteriores, o clube teve movimentações importantes: sondagens por atletas de destaque, negociações que não avançaram, contratações consideradas promissoras pelo departamento de scout e saídas que aliviaram a folha salarial.
Dois nomes chegaram a dominar o noticiário nas últimas semanas: Thiago Almada e Luiz Henrique. No caso de Almada, o jogador acabou contratado pelo River Plate por 20 milhões de euros (R$ 118,4 milhões na cotação mencionada), e pesou a vontade do atleta de voltar a atuar em seu país. O Flamengo chegou a oferecer valores de transferência e salários acima do clube argentino, mas não conseguiu fechar o negócio. O time rubro-negro se disse insatisfeito com a postura do estafe do jogador, entendendo que a negociação virou uma disputa por melhores salários, e a direção aguardou o prazo dado aos representantes antes de redirecionar esforços. Uma ida a campo por parte de dirigentes ao exterior também não foi suficiente para concluir a negociação.
A tratativa por Luiz Henrique também não avançou. As conversas terminaram após o estafe do jogador comunicar o encerramento das negociações. Antes disso, houve um entrave orçamentário: clubes e representantes haviam avançado em um acordo financeiro e o jogador havia demonstrado interesse, mas questões orçamentárias impediram o desfecho do negócio. Outro complicador foi a grande quantidade de intermediários envolvidos. Diante desse cenário, a direção financeira decidiu fechar espaço para acordos que não estivessem previamente alinhados ao orçamento, desautorizando tentativas de concluir a transferência por valores fora do combinado.
Contratações
- Joaquín Freitas — negociação apontada em torno de 7 milhões de dólares (R$ 36,31 milhões) fixos e cerca de 2 milhões de dólares (R$ 10,38 milhões) em variáveis por bônus; o River Plate, porém, afirma que os valores seriam 15 milhões de dólares (R$ 77,14 milhões) por 80% dos direitos. Freitas vinha atuando como ponta direita, rendeu melhor como segundo atacante e a tendência é que seja utilizado como centroavante no novo clube. Foi convocado para a seleção argentina nos amistosos preparatórios para a Copa do Mundo de 2026.
- Anthony Valencia — contratação estimada em cerca de 5 milhões de euros (R$ 30,08 milhões) por 100% dos direitos; o Royal Antwerp ficará com 15% de mais-valia em uma venda futura. Valencia tem 23 anos, foi revelado pelo Independiente del Valle, foi convocado para a Copa do Mundo de 2026 pelo Equador e registrou 13 gols e sete assistências na temporada pelo Royal Antwerp.
Saídas
- Viña — lateral-esquerdo que estava no River Plate, acertou com o Cruzeiro por empréstimo.
- Everton Cebolinha — rescindiu com o Flamengo para reforçar o Santos; já podia assinar pré-contrato com outras equipes e havia interesse de clubes estrangeiros; vínculo com o clube paulista até o final de 2026, com possibilidade de renovação por mais dois anos se houver acordo entre as partes.
- Wallace Yan — transferido ao Bragantino por 6 milhões de euros (cerca de R$ 36,2 milhões) por 70% dos direitos, além da cessão do atacante Juliano Viana, da base do clube paulista, ao Flamengo. Em janeiro, houve oferta próxima de 10 milhões de euros, mas o negócio não se concretizou por divergências na forma de pagamento.
No balanço final, o clube não realizou contratações consideradas ‘bombásticas’, mas fechou reforços que agradaram ao departamento de avaliação e promoveu saídas com impacto financeiro. A janela também ficou marcada por negociações que não prosperaram por motivos variados — escolhas de atletas, questões orçamentárias e a presença de múltiplos intermediários — e por decisões internas sobre até onde avançar em determinadas tratativas.

