Até 3 de setembro serão compilados os programas eleitorais que gerarão as versões finais dos sistemas. Em 4 de setembro haverá a cerimônia de assinatura digital e lacração física e digital.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) inicia nesta semana mais uma etapa da preparação dos sistemas que serão utilizados nas eleições de 2026. Até 3 de setembro, será realizado o procedimento de compilação dos programas eleitorais, que reúnem os códigos e os componentes necessários para gerar as versões dos sistemas que serão submetidas às etapas de assinatura digital e lacração.
No dia 4 de setembro, o processo será concluído com a Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas Eleitorais. Nessa etapa, os sistemas compilados são assinados digitalmente e lacrados, física e digitalmente, para posterior armazenamento na sala-cofre do TSE. A assinatura digital gera os chamados hashes, uma espécie de “impressão digital” de cada programa. Esse código permite verificar, posteriormente, se o sistema utilizado na eleição corresponde à versão que foi testada e aprovada, sem alterações.
A lacração é um dos momentos mais críticos da preparação técnica para as eleições, porque reúne procedimentos que asseguram a integridade do software desde a identificação do eleitor até a totalização dos votos. Na prática, a lacração é o procedimento em que os códigos-fonte e os programas executáveis dos sistemas eleitorais são compilados, assinados digitalmente e guardados de forma definitiva em mídias físicas não regraváveis.
Calendário
- Até 3 de setembro: compilação dos programas eleitorais que contêm códigos e componentes necessários.
- 4 de setembro: Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas Eleitorais, seguida do armazenamento das mídias na sala-cofre do TSE.
O processo conta com a participação de entidades fiscalizadoras — como partidos políticos, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), universidades e forças de segurança — que podem auditar e conferir cada linha de código. Após a verificação, autoridades e representantes das entidades inserem suas próprias assinaturas digitais nos softwares. Qualquer alteração posterior no programa, por mínima que seja, quebraria essa assinatura digital e invalidaria o sistema.
Garantia de segurança
- Imutabilidade do software: garante que o programa que entra na urna eletrônica é exatamente o mesmo que foi auditado e aprovado anteriormente, sem adulterações.
- Resumo digital (hashes): o procedimento gera sequências numéricas únicas para cada sistema, permitindo que cidadãos e fiscais confiram se o software em uso é legítimo e oficial.
- Participação e controle externo: ao permitir que partidos e instituições fiscalizem e assinem os códigos, o processo descentraliza a confiança sobre a integridade dos sistemas.
- Prevenção a fraudes: o isolamento e a lacração digital impedem a inserção de códigos maliciosos ou vírus, protegendo o hardware contra interferências que possam comprometer o sigilo ou a exatidão do voto.
Concluída a cerimônia de assinatura e lacração, as mídias contendo os programas oficiais serão guardadas na sala-cofre do TSE, sob as condições de segurança previstas. A sequência de procedimentos — compilação, assinatura digital, lacração e armazenamento — busca garantir transparência e confiança técnica no sistema que será utilizado na votação de 2026.
