Do drama à comédia, séries e filmes incorporam assistentes automáticos e dilemas éticos que lembram o ChatGPT. A seleção destaca episódios e enredos que exploram consequências, poderes e limites da IA gerativa.
A inteligência artificial aparece no cinema e na TV há décadas, mas a chegada da IA generativa e de apps como o ChatGPT trouxe novas discussões nas produções de entretenimento. Diretores e roteiristas têm usado essas histórias para explorar dilemas éticos, relações entre humanos e máquinas e as consequências práticas do uso de assistentes automatizados.
A seguir, uma seleção de filmes e séries que já trouxeram à tela elementos reconhecíveis da IA generativa contemporânea, com exemplos de episódios e enredos que colocam esses temas em foco.
Produções que abordaram IA generativa
- Abott Elementary — A série de comédia sobre professores em uma escola primária na Filadélfia já ganhou prêmios do Emmy e do Globo de Ouro. No segundo episódio da terceira temporada, chamado Alex, um dos personagens descobre que estão usando um serviço de IA para tarefas cotidianas, como responder a e-mails. Onde assistir: Disney+.
- Os Simpsons — Conhecida por antecipar temas contemporâneos, a série também se inspirou em assistentes de IA. O episódio “Um Novo Rumo”, o segundo da 37ª temporada, mostra um chatbot usado por alunos de Springfield para tirar notas mais altas. O aplicativo é chamado “CheatGPT”, um trocadilho com o nome ChatGPT e o termo “trapaça”, e ganha atenção quando Lisa desconfia da avaliação da tarefa de Bart. Onde assistir: Disney+.
- South Park — A animação tratou diretamente a IA generativa no episódio “Deep Learning”, o quarto da 26ª temporada. Nele, Stan começa a usar o ChatGPT para melhorar redações e mensagens; curiosamente, o assistente da OpenAI foi creditado como um dos roteiristas do episódio. Onde assistir: Paramount+.
- Hacks — A comédia que encerrou sua trajetória neste ano traz críticas a empresas de tecnologia. No sexto episódio da quinta temporada, intitulado “QuikScribbl”, um executivo quer criar um clone de IA da comediante Deborah Vance (Jean Smart). A trama levanta dilemas sobre ética e criatividade humana. Onde assistir: HBO Max.
- Black Mirror — A série é referência em narrativas distópicas sobre tecnologia, abordando IA, privacidade e o uso de dados ao longo de sete temporadas. No episódio “Hotel Reverie”, o terceiro da sétima temporada, a história trata da recriação de uma estrela de cinema por meio de IA, tema recurrente diante do uso de imagem e voz de pessoas famosas. Onde assistir: Netflix.
- Ela — O filme de 2013 apresenta uma previsão sobre a evolução dos assistentes de IA: o personagem de Joaquin Phoenix se envolve emocionalmente com uma ferramenta que atende a muitos de seus desejos, borrando limites entre humanos e tecnologia. A produção mostra como uma IA pode lisonjear o usuário e criar vínculos. A própria OpenAI tentou contratar Scarlett Johansson, que dubla a IA do filme, para ceder a voz ao modo de áudio do ChatGPT. Onde assistir: HBO Max.
- 2001: Uma Odisseia no Espaço — Clássico de ficção científica de 1968, dirigido por Stanley Rubrick, antecipou avanços como os tablets e traz o assistente HAL 9000, incorporado à nave Discovery para tomar decisões autônomas. Com a integração de IA em serviços diversos, o personagem segue sendo referência. Onde assistir: HBO Max.
- A Garota Artificial — O filme de 2023 mostra a criação de uma personagem de IA usada para capturar predadores sexuais. A trama explora usos potencialmente benéficos da tecnologia, ao mesmo tempo em que examina a linha tênue entre relações humanas e máquinas. Onde assistir: Filmelier+.
Essas produções ilustram como a IA generativa entrou no imaginário coletivo, seja por sátira, drama ou reflexão distópica. Seja em episódios pontuais ou em narrativas centrais, cinema e TV seguem apontando usos, riscos e dilemas que acompanham a difusão dessas tecnologias.
“Isso é muito Black Mirror”
As obras citadas mostram que a presença da IA nas histórias de ficção vai do humor à crítica social, passando por suspense e drama, e continuam servindo como palco para discutir limites, responsabilidades e impactos culturais da tecnologia.
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