Itabaiana · terça-feira · 22 de setembro de 2026
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Passei uma semana com o amplificador tocando guitarra e baixo, testando app, IA, looper, bateria e pedais virtuais. Concluí que reúne recursos práticos para quem está aprendendo a tocar.

Passei uma semana com o JBL BandBox Trio, usando o equipamento principalmente com guitarra e também um pouco com baixo. Testei diferentes volumes, efeitos e configurações, além do aplicativo e de recursos como inteligência artificial, bateria eletrônica, looper, metrônomo e afinador. Foi a primeira vez que usei um amplificador com aplicativo próprio e funções de IA, e, depois dessa semana de testes, concluí que o BandBox Trio reúne várias ferramentas que seriam úteis para quem está aprendendo a tocar.

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Antes de ligar o equipamento pela primeira vez, eu esperava encontrar um amplificador com alguns efeitos digitais, mas a proposta se mostrou mais ampla. O BandBox Trio também funciona como caixa Bluetooth, reúne entradas para diferentes fontes de áudio e oferece ferramentas voltadas para quem toca e pratica sozinho. Apesar da quantidade de recursos, começar a usar foi simples: para tocar bastou conectar a guitarra ou o baixo pelo cabo P10; para ouvir música, era só parear via Bluetooth.

O recurso que mais me impressionou foi a separação de instrumentos por IA. Ao reproduzir uma música pelo Bluetooth, o sistema permitia reduzir ou remover três grupos: guitarra, voz e ‘outros’ — essa última categoria reuniu baixo, bateria e demais instrumentos. Para quem está aprendendo, foi extremamente útil poder retirar a guitarra de uma faixa e tocar no lugar dela. Também dava para deixar apenas a guitarra para tentar entender o que o músico estava tocando. O resultado, porém, não foi perfeito: ao isolar algumas faixas — especialmente a voz — apareceram pequenas alterações no áudio. A limitação ficou mais evidente pela impossibilidade de separar individualmente baixo e bateria, que entram juntos em ‘outros’.

Em gêneros como rap, a experiência ao remover a voz foi mais interessante: o beat ficou praticamente intacto e foi possível prestar atenção em elementos de produção que normalmente passam despercebidos. O aparelho também permitia mudar o tom da música em até cinco semitons para cima ou para baixo, o que ajuda quem precisa adaptar a afinação de uma faixa.

Outra parte divertida foi descobrir os conjuntos de efeitos disponíveis. Havia configurações voltadas para rock, pop, metal e blues, e era possível ajustar individualmente os pedais que compunham cada conjunto. Para mim, foi quase como ter acesso a uma coleção de pedais sem precisar comprá-los. Isso é especialmente interessante para quem está começando e ainda não sabe bem qual sonoridade prefere.

Por outro lado, notei uma limitação quando tentei usar os efeitos de forma mais dinâmica: não existe um switcher físico para ligar ou desligar pedais durante a execução. Isso incomodou principalmente em efeitos como Wah-Wah; em vez de acionar o efeito enquanto toca, era necessário mexer no aplicativo ou nos controles do próprio amplificador. Para estudo em casa não chega a ser um grande problema, mas em uma apresentação pode quebrar o fluxo.

A experiência com guitarra foi a mais extensa e, no geral, positiva. Não percebi interferências relevantes nem sons excessivamente estridentes na maior parte dos testes. Uma descoberta pequena, mas bem-vinda, foi o comportamento quando o cabo estava conectado ao amplificador mas não à guitarra: praticamente não se ouviu microfonia nessa situação, o que é vantagem para quem toca em apartamento.

Também toquei bastante junto de músicas reproduzidas pelo Bluetooth, tanto com a guitarra original da faixa quanto depois de removê-la, e isso funcionou muito bem. Foi preciso, porém, tomar cuidado na regulagem dos volumes: mesmo que guitarra e música parecessem estar no mesmo nível na interface, determinados efeitos podiam fazer o instrumento soar mais alto ou mais baixo que a faixa, exigindo ajuste prévio.

Nos testes com baixo, que corresponderam a aproximadamente 30% do tempo, a versatilidade do BandBox Trio mostrou limites. Sem utilizar um dos conjuntos de pedais específicos para baixo, o som apresentou mais agudos e pouca força nos graves; a experiência melhorou bastante ao selecionar uma configuração dedicada.

Em suma, o BandBox Trio não se apresentou como o melhor amplificador profissional que já testei, mas reuniu várias ferramentas práticas — IA de separação de instrumentos, pedais virtuais, looper, metrônomo, afinador e bateria eletrônica — que o tornaram especialmente atraente para quem está aprendendo a tocar e quer um equipamento multifuncional e fácil de usar.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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