Itabaiana · quarta-feira · 23 de setembro de 2026
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Após mais de uma década fora dos palcos, o Rush voltou à estrada e reaprendeu repertório antigo. O guitarrista afirmou que a faixa-título de 1977 — sem ser tocada desde 1979 — foi a mais exigente tecnicamente.

O Rush está novamente na estrada após mais de uma década afastado dos palcos. Para qualquer músico, reaprender repertório antigo pode ser um desafio — e, no caso da banda canadense, uma música se destacou como especialmente difícil.

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Alex Lifeson falou sobre a decisão de a banda voltar a tocar “A Farewell to Kings”, faixa-título do álbum de 1977, que não era apresentada ao vivo desde 1979. Segundo o guitarrista, a motivação veio da ambição de evoluir tecnicamente e se desafiar com peças que não tocavam há muito tempo.

“A gente queria ser melhor que nunca. Não apenas sermos tão bons quanto éramos e nos desafiar com músicas que não tocamos há muito tempo. Todas foram um desafio após 11 anos, de qualquer jeito, mas ressuscitar ‘A Farewell to Kings’, isso exigiu muito trabalho.”

Geddy Lee complementou a avaliação sobre a complexidade da música, detalhando por que a composição foi tão exigente para os músicos do grupo. Ele destacou características estruturais e a necessidade de lembrar mudanças constantes dentro da mesma passagem.

“Foi a música mais difícil de aprender porque é insana. É estruturalmente estranha. Cada parte é difícil de tocar por si própria. Aí quando você junta tudo… desde o começo. Parece fácil, mas não é. Você começa a introdução e ela fica mudando. Na introdução e no outro, batidas são adicionadas, retiradas e você precisa lembrar a ordem em que isso ocorre. Aí chega no riff de abertura. É um riff muito complicado para um guitarrista tocar.”

Lifeson também comentou as dificuldades pessoais que enfrentou para voltar aos palcos. Um dos motivos da aposentadoria do Rush de apresentações ao vivo em 2015 foi o desenvolvimento de artrite psoriática, condição que afeta os movimentos das mãos e causa dor. O guitarrista afirmou que precisou trabalhar muito para recuperar a habilidade necessária a tocar ao vivo novamente.

“É, eu realmente tive dificuldades com isso. Eu toco música clássica há muito tempo, mas realmente tive dificuldades. Minhas mãos não funcionam como antes. Eu trabalho muito para que elas cheguem a esse nível e até agora, eu acho que tem dado certo. Mas tocar aquilo, como o Ged disse, tocar de uma forma bem suave e delicada, que é como está na gravação, enquanto você ainda tem outra guitarra pendurada no pescoço dolorido, exige muita ginástica para conseguir fazer tudo.”

O relato ressalta tanto a complexidade técnica de “A Farewell to Kings” quanto o esforço físico e a preparação necessária para que a banda reencontre o repertório clássico após o hiato. A reintrodução da peça ao setlist mostra a ambição do grupo em superar os próprios limites e revisitar trabalhos de décadas passadas.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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