Carolina Dieckmann está de volta às telonas com o filme “Pequenas Criaturas”, em que interpreta Helena, uma mulher que busca reconstruir sua identidade após se mudar para Brasília com seus filhos em 1986. Em uma conversa, a atriz compartilhou que, embora a personagem não tenha mudado sua visão sobre a maternidade, ela reforçou a profunda conexão que já possui com esse universo.
Dieckmann destacou que interpretar personagens maternas evoca sentimentos intensos. Ela mencionou:
“Acho que ser mãe e a maneira que eu sou mãe me toca num lugar muito emotivo. Sou uma mãe emotiva. A Helena tem mais a ver com a Anne [diretora] e com uma fusão entre ela e a mãe dela do que com a mãe que eu sou. Mas, ao interpretar uma mãe, não tem como eu fugir desse sentimento.”
A atriz também comentou sobre como a maternidade transforma a vida de forma significativa.
“Interpretar mãe para mim é um grande deleite, porque eu acho que, quando a gente se torna mãe, tudo muda. Como quando a gente perde a mãe também, tudo muda. É um assunto de que eu gosto.”
No filme, Helena enfrenta um período de grandes mudanças. Após a partida do marido a trabalho, ela fica sozinha na nova cidade com os dois filhos, lidando com as incertezas sobre sua identidade e os desafios de recomeçar. Dieckmann ressaltou que a jornada emocional da personagem é marcada por um momento que captura a essência do filme.
“A Helena é uma personagem muito densa, que está passando por uma implosão de sentimentos e de entendimento sobre a vida. E aí tem o primeiro sorriso dela. Esse primeiro sorriso, para mim, é a coisa que eu destacaria do filme.”
A atriz comparou essa cena ao nascimento de algo novo após um período de sofrimento, uma imagem que sintetiza a trajetória da protagonista.
“Você vê aquele sorriso nascer. É como uma semente que quebra uma terra seca. É tão bonito… É algo que leva um tempo, tem uma trajetória difícil, mas chega um momento em que ela não consegue segurar e sorri. Isso me emociona muito no filme.”




















