O ouro encerrou a sessão de hoje, 21 de julho de 2026, em alta, impulsionado por recompras após quedas recentes e pelo avanço generalizado dos metais preciosos. Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto teve um aumento de 1,51%, fechando a US$ 4.076,4 por onça-troy. Além do ouro, a prata para setembro também se destacou, com uma valorização de 3,57%, atingindo US$ 59,108 por onça-troy.
Apesar da alta dos rendimentos dos Treasuries e do dólar, que normalmente desestimulam a compra do ouro, o metal precioso mostrou resiliência. O movimento de alta do ouro ocorre em um contexto em que a moeda e as taxas dos títulos soberanos americanos estão subindo, acompanhando o aumento dos preços do petróleo. Essa situação se dá mesmo com a expectativa de uma solução diplomática para o conflito no Oriente Médio, que ajudou a recuperar o apetite por risco e impulsionar ações de tecnologia.
Recentemente, houve um ajuste para baixo nos preços do ouro, em meio a rumores de que bancos centrais do Oriente Médio venderam ouro para levantar capital necessário devido ao conflito. A única venda confirmada até agora foi a da Turquia, que vendeu 81 toneladas métricas de ouro no primeiro semestre deste ano, totalizando US$ 10,6 bilhões com base nos preços atuais, segundo o World Gold Council.
Embora a queda do ouro tenha sido significativa, é importante analisar a situação de forma mais ampla. A alta do ouro nos últimos 12 meses chega a 21%, o que é ligeiramente superior ao desempenho do S&P 500. Além disso, os fatores que levaram à queda do ouro durante a crise não comprometem sua reputação como um ativo de proteção ao risco, mesmo que alguns analistas indiquem que a movimentação dos futuros do metal tenha sido influenciada por operações especulativas.
Atualmente, o valor de uma barra de ouro pode chegar a impressionantes US$ 1 milhão, o que reflete a importância e a valorização contínua do metal precioso no mercado financeiro.
