Itabaiana · sábado · 10 de outubro de 2026
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A história da antiga Copel Telecom ganhou mais um capítulo. Após ser privatizada em 2020 e rebatizada como Ligga Telecom, a operadora enfrentou uma gestão marcada por dificuldades financeiras e agora foi oficialmente vendida novamente.

A transação recebeu a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), finalizando o processo de aquisição pela Brasil TecPar. O acordo entre as empresas prevê um pagamento total de R$ 495 milhões pela Ligga, sendo R$ 100 milhões pagos em dinheiro e R$ 395 milhões quitados através da emissão de títulos de valores mobiliários pela controladora da Brasil TecPar.

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A compradora também assumirá cerca de R$ 1,28 bilhão em dívidas da Ligga, aumentando o valor econômico total da operação. A Copel Telecom foi privatizada pelo governo do Paraná em 2020 por cerca de R$ 2,4 bilhões, sendo adquirida pelo fundo Bordeaux Participações. Depois disso, a empresa passou por um processo de rebranding e adotou o nome Ligga Telecom.

A expectativa inicial era transformar a operadora em uma das principais empresas de fibra óptica do país, expandindo sua presença para além do Paraná. No entanto, essa expansão foi acompanhada por dificuldades operacionais, aumento do endividamento e resultados abaixo do esperado.

Nos últimos anos, a Ligga acumulou problemas financeiros, levando a necessidade de renegociar dívidas enquanto buscava alternativas para manter seu plano de crescimento. Esse cenário levou os controladores a colocar a empresa à venda, sendo a Brasil TecPar a compradora escolhida, um grupo que já atua no setor de telecomunicações com várias operadoras regionais.

A aquisição já havia recebido autorização da Anatel, e agora o Cade também aprovou a operação sem restrições, removendo o último obstáculo regulatório para a conclusão do negócio. Com isso, a Brasil TecPar poderá incorporar oficialmente a Ligga à sua estrutura e definir os próximos passos para a operação da empresa.

Para os consumidores, a aprovação da venda não altera imediatamente os serviços prestados. Os contratos, planos e atendimentos continuarão válidos durante o processo de integração entre as empresas. A expectativa é que a Brasil TecPar aproveite a infraestrutura de fibra óptica construída pela antiga Copel Telecom para fortalecer sua presença no Sul do país e ampliar sua atuação no mercado brasileiro de banda larga.

O caso marca o fim de uma trajetória turbulenta que começou com a privatização da Copel Telecom, encerrando um ciclo considerado decepcionante para os investidores que assumiram seu controle após a privatização.

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