A Polícia Federal (PF) inicia, hoje, o serviço de segurança destinado aos candidatos à Presidência da República. Para ter acesso à equipe de segurança, os candidatos que foram homologados em convenção partidária devem solicitar o serviço.
Em resposta a questionamentos, os candidatos Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) informaram que pretendem solicitar a proteção da PF. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição, contará com segurança compartilhada entre o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e a Polícia Federal durante o período eleitoral.
A assessoria do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) comunicou que, por preferência pessoal e pela prerrogativa de seu cargo de senador, ele decidiu manter a mesma equipe da Polícia Legislativa do Senado, dispensando os serviços da PF.
Os grupos encarregados da segurança dos candidatos são formados por delegados, agentes e escrivães que são especializados na proteção de autoridades. De acordo com a Diretoria de Proteção à Pessoa da PF, mais de 600 profissionais foram capacitados entre 2025 e 2026 para atuar na segurança dos candidatos, com até 458 servidores sendo recrutados para essa missão.
A PF também realizou uma avaliação de risco para classificar os pré-candidatos em quatro categorias de ameaça: muito alto, alto, moderado e baixo. Estima-se que o órgão gastará cerca de R$ 95 milhões para garantir a segurança de até dez candidaturas à Presidência nas eleições de 2026.
O orçamento previsto será utilizado para custear a mobilização dos agentes, serviços e equipamentos, incluindo veículos blindados, coletes de segurança balísticos de alto desempenho, sistemas antidrones e kits antibombas.
É importante destacar que a PF garantirá um tratamento igualitário a todos os candidatos, utilizando os mesmos critérios técnicos na prestação do serviço. As equipes de segurança serão coordenadas a partir da Sala Nacional de Comando e Controle, localizada em Brasília, que monitorará as equipes e agendas em tempo real, permitindo suporte logístico e decisões ágeis.
As ações de segurança serão integradas com as forças de segurança estaduais e municipais, buscando causar a menor interferência possível nas campanhas eleitorais.
