Na última sexta-feira, dia 17, o ministro do STF, Alexandre de Moraes, anunciou novas restrições de visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, o que impede seu encontro com o presidente da Argentina, Javier Milei.
A defesa de Bolsonaro havia solicitado autorização para que Milei o visitasse no dia 25 de julho. No entanto, após essa solicitação, Moraes decidiu manter a prisão domiciliar de Bolsonaro e suspender, por um período de 30 dias, o direito do ex-presidente de receber visitas, com exceção de médicos, fisioterapeutas e advogados.
A decisão ocorreu após a defesa de Bolsonaro argumentar que ele não tinha conhecimento sobre a divulgação de uma carta nas redes sociais pelo senador Flávio Bolsonaro (PL). O ministro rejeitou essa justificativa, destacando que já existia uma restrição clara que impedia o ex-presidente de se manifestar nas redes sociais.
O documento de Moraes afirmava que não era crível a alegação da defesa de que Bolsonaro desconhecia a divulgação da carta de apoio à pré-candidatura presidencial de Flávio. O ministro ainda mencionou que houve um descumprimento da medida cautelar por parte de Jair Bolsonaro, que participou ativamente da criação do material a ser divulgado nas redes sociais de seu filho.
A visita de Milei estava sendo planejada desde a semana anterior, quando o presidente argentino anunciou sua viagem ao Brasil para apoiar a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. Durante essa visita, Milei tinha a intenção de se encontrar com o ex-presidente.
O presidente argentino deve participar da convenção nacional do PL, agendada para o dia 25 de julho, onde a candidatura do senador será oficializada. A delegação que acompanhará Milei incluirá o ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, a secretária-geral da Presidência e irmã de Milei, Karina Milei, e o intérprete Enrique Luis de Boero Baby.
