Itabaiana · quarta-feira · 07 de outubro de 2026
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Os rins desempenham um papel crucial na manutenção do equilíbrio do organismo, realizando funções como filtrar o sangue, eliminar toxinas, regular a pressão arterial, participar da produção de hormônios e controlar os níveis de líquidos e minerais. Apesar da relevância dessas funções, a doença renal crônica frequentemente avança sem apresentar sintomas nas fases iniciais.

Estima-se que cerca de 10% da população adulta tenha algum grau de doença renal crônica, mas muitos não têm conhecimento desse diagnóstico, pois a enfermidade pode permanecer assintomática por anos. Quando os primeiros sinais aparecem, uma parte significativa da função renal pode já estar comprometida, reduzindo as chances de interromper ou retardar a progressão da doença.

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Os dois principais vilões desse cenário continuam a ser o diabetes e a hipertensão arterial. Contudo, nos últimos anos, outro fator tem se destacado: a obesidade. Embora não tenha o mesmo impacto das duas principais causas, a obesidade aumenta consideravelmente o risco de lesão renal, tanto por facilitar o desenvolvimento do diabetes e da hipertensão quanto por provocar alterações que afetam diretamente a função renal.

O diabetes é a principal causa de doença renal crônica em várias partes do mundo. O excesso de glicose no sangue causa danos contínuos aos pequenos vasos dos rins, comprometendo sua capacidade de filtrar o sangue de maneira lenta e progressiva.

O avanço do diabetes geralmente é silencioso, e os primeiros indícios costumam ser detectados em exames laboratoriais. Um dos sinais iniciais é a presença de pequenas quantidades de albumina na urina, uma proteína que os rins normalmente retêm. À medida que a doença avança, alterações nos exames de sangue, como o aumento da creatinina e a redução da taxa de filtração glomerular, podem ser observadas. Sem acompanhamento médico regular, essas mudanças podem passar despercebidas.

A hipertensão arterial é outro dos principais fatores responsáveis pela doença renal crônica, pois a pressão elevada danifica continuamente os vasos sanguíneos dos rins, reduzindo sua capacidade de filtração ao longo do tempo.

A relação entre hipertensão e função renal é mútua: a perda da função renal pode, por sua vez, elevar a pressão arterial, criando um ciclo vicioso. Manter a pressão arterial sob controle é uma das medidas mais eficazes para retardar a progressão da doença e minimizar o risco de complicações cardiovasculares.

A obesidade, que por muito tempo foi considerada um fator de risco indireto, agora é vista como uma contribuição direta ao comprometimento dos rins. O excesso de peso não apenas aumenta a carga sobre os rins, mas também provoca processos inflamatórios e alterações estruturais que aceleram a perda da função renal. O aumento da obesidade entre crianças, adolescentes e adultos é preocupante, já que isso pode levar a um comprometimento renal mais precoce.

A boa notícia é que muitos casos de doença renal crônica podem ser prevenidos ou ter sua progressão retardada. Mudanças no estilo de vida, juntamente com avanços nos tratamentos para diabetes, hipertensão e doenças renais, ampliam as possibilidades de preservar a função renal. O controle da glicemia e da pressão arterial, a manutenção de um peso saudável, a prática regular de atividade física e a adoção de uma alimentação equilibrada são medidas eficazes para proteger os rins.

A doença renal crônica pode evoluir de forma silenciosa, mas seus principais fatores de risco são conhecidos e, na maioria das vezes, podem ser controlados. Cuidar do diabetes, manter a pressão arterial sob controle e evitar o excesso de peso são atitudes que ajudam a preservar a função renal e podem evitar que milhares de pessoas precisem de diálise ou transplante renal. Na nefrologia, a prevenção e o diagnóstico precoce são as ferramentas mais importantes para garantir uma boa qualidade de vida ao longo dos anos.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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