Itabaiana · quarta-feira · 07 de outubro de 2026
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A economia da China apresentou um crescimento de 4,3% no segundo trimestre de 2026, marcando a menor taxa em mais de três anos. Este resultado, divulgado no dia 15 de julho, ficou abaixo das expectativas do mercado, que previam um aumento de 4,5%. Além disso, representa uma desaceleração em relação aos 5,0% registrados no primeiro trimestre do ano.

Os dados oficiais indicam que o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) da China ainda está afetado por um descompasso entre uma oferta robusta e uma demanda fraca, evidenciando desequilíbrios estruturais na economia. Essa situação reflete os desafios que as autoridades enfrentam para estimular a demanda e manter o ritmo de crescimento econômico.

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O desempenho do PIB no segundo trimestre representa a menor taxa anual desde o quarto trimestre de 2022, quando as restrições rigorosas da política de combate à Covid-19 impactavam a atividade econômica. Além disso, este resultado está abaixo do piso da meta oficial de crescimento para o ano, que varia entre 4,5% e 5%, indicando as dificuldades crescentes que o governo enfrenta.

“O debate agora se concentra em como Pequim pretende garantir o cumprimento da meta anual de crescimento. Esperamos que as autoridades mantenham forte foco no fortalecimento da demanda doméstica, especialmente do consumo e dos investimentos em infraestrutura”, afirmou Hao Zhou, analista da Guotai Haitong Securities.

Apesar das expectativas, Zhou acredita que não haverá um amplo pacote de estímulos, com as autoridades optando por medidas mais direcionadas e graduais. Os investidores estão atentos à reunião do Politburo no final de julho, em busca de sinais sobre novas políticas que possam orientar a economia no restante do ano.

Comparando com o trimestre anterior, o PIB cresceu 0,9% entre abril e junho, de acordo com as expectativas dos analistas, após um avanço de 1,3% no primeiro trimestre. No primeiro semestre de 2026, a economia chinesa registrou um crescimento acumulado de 4,7%.

Em junho, os dados mostraram uma produção industrial forte e uma leve melhora no consumo das famílias, mas o fraco desempenho dos investimentos continua sendo uma preocupação. A produção industrial cresceu 5,3% na comparação anual, enquanto as vendas no varejo aumentaram 1,0% em junho, revertendo uma queda anterior.

Entretanto, os investimentos em ativos fixos caíram 5,7% no primeiro semestre, superando a expectativa de queda de 4,9%. O setor imobiliário continua enfrentando uma retração significativa, com os investimentos caindo 18% em relação ao ano passado.

“Um setor industrial impulsionado por alta tecnologia convivendo com o colapso do consumo doméstico e dos investimentos evidencia o caráter profundamente desigual da recuperação econômica”, destacou Andi Ji, analista da ITC Markets.

O primeiro-ministro Li Qiang ressaltou a necessidade de uma compreensão abrangente da situação econômica e de ajustes anticíclicos. Espera-se que o governo recorra a estímulos fiscais para evitar uma desaceleração econômica mais acentuada, enquanto o banco central enfrenta limitações para promover um afrouxamento monetário mais agressivo.

Na segunda-feira, a China apresentou um plano quinquenal com o objetivo de fortalecer o consumo, estabelecendo a meta de elevar as vendas anuais no varejo para cerca de 60 trilhões de yuans até 2030. O foco nas políticas de estímulo ao consumo demonstra uma crescente consciência em relação ao desequilíbrio econômico que o país enfrenta.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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