Renan Benini, conhecido por seu trabalho na banda Lupe de Lupe, lançou seu primeiro álbum solo, intitulado “São Francisco, 31”, que completou um mês de vida no dia 8 de julho. O artista, que tem uma trajetória de mais de duas décadas na música, aproveitou o silêncio e o tempo para desenvolver suas melodias, que começaram a ser compostas na adolescência, no piano de sua avó. Agora, ele está pronto para apresentar esse novo trabalho ao público.
Em agosto, Renan se unirá a Vitor Brauer, seu parceiro de banda, e a Jair Naves, conhecido por seu trabalho com a banda Ludovic, para uma turnê pelo Brasil em um formato de power trio. Essa nova fase promete trazer uma sonoridade mais crua e intensa, um contraste ao barulho característico da Lupe de Lupe.
Em uma conversa recente, Renan compartilhou seus sentimentos sobre o lançamento do álbum e o processo de criação. Ele mencionou que, apesar de estar na estrada há muito tempo, essa experiência solo é uma novidade para ele. “Tive muita bagagem na Lupe, mas sempre fiz tudo por ela. Agora, tudo é novo tanto para mim quanto para quem está ouvindo”, afirmou.
Quando questionado sobre como o adolescente que tocava piano se sentiria em relação ao arranjo final de seu trabalho, Renan refletiu: “Acredito que ele iria aprovar, pois apostei nas referências que sempre gostei. Esse meu eu do passado, ainda está presente, e é interessante ver como as estruturas antigas não se perdem ao longo do tempo.”
Além disso, ele destacou a diferença entre o som da Lupe de Lupe e seu álbum solo, onde o silêncio e os espaços são explorados de maneira mais intensa. “Acho que tudo se resume a uma escolha estética. Estou entusiasmado por poder experimentar novas sonoridades e explorar outros mundos”, comentou. Essa busca por novas formas de expressão é algo que sempre existiu em Renan, mas que agora ganha espaço em sua carreira solo.
O local de gravação também teve um papel importante no processo criativo. Renan gravou em Belo Horizonte, embora more no interior de Minas Gerais. A distância e o deslocamento entre as duas localidades influenciaram o ritmo e a paciência necessários para finalizar o álbum, que levou dez meses para ser concluído. “Esse tempo influenciou a voz e a forma das canções”, ressaltou.
Com o lançamento de “São Francisco, 31”, Renan Benini se mostra pronto para deixar sua marca na música brasileira, explorando novas sonoridades e se distanciando dos holofotes do mainstream.
