A eliminação do Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo repercutiu entre os treinadores que ainda estão na competição. Em uma coletiva de imprensa antes do jogo entre Inglaterra e Noruega, que ocorrerá pelas quartas de final, Thomas Tuchel defendeu Carlo Ancelotti, afirmando que o italiano continua sendo um dos maiores treinadores da história do futebol.
Tuchel expressou sua admiração pelo treinador brasileiro e minimizou o impacto da eliminação. Ele disse:
“Eu admiro Carlo. É um dos técnicos de maior sucesso e um cavalheiro. Tenho certeza de que ele fez o seu melhor. Às vezes é apenas futebol. Você precisa sofrer com as derrotas para voltar mais forte.”
Na mesma entrevista, Tuchel explicou sua filosofia desde que assumiu a seleção inglesa. Ele enfatizou que o objetivo nunca foi mudar a identidade da equipe, mas sim potencializar as características dos jogadores. O treinador destacou que aspectos como competitividade, intensidade e ambição são fundamentais no futebol inglês, mesmo que não sejam facilmente quantificáveis.
“Mentalidade, união, competitividade, fome e ambição fazem parte do futebol inglês e da Premier League. Talvez isso não apareça em números de posse de bola ou quantidade de passes, mas essas características fazem diferença. Nosso elenco tem tudo isso em alto nível”, afirmou Tuchel.
Além disso, o técnico ressaltou a importância da identificação entre a torcida e a seleção, que é construída pela entrega dos jogadores em campo. Ele disse:
“Esse time tem muitas qualidades que fazem as pessoas se apaixonarem. Pelo retorno que recebo, os torcedores gostam da equipe porque enxergam união e jogadores que se dedicam ao máximo pela camisa. Ainda podemos evoluir, mas o espírito e a entrega representam muito bem o futebol inglês.”
A Inglaterra enfrentará a Noruega hoje, às 18h (de Brasília), no Hard Rock Stadium, em Miami, em um confronto decisivo pelas quartas de final da Copa do Mundo. O vencedor desse duelo irá encarar Argentina ou Suíça na semifinal. Quando questionado sobre os favoritos ao título, Tuchel apontou a França como a seleção que, em sua avaliação, chega mais forte nesta fase do torneio.
