O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, declarou que uma “vingança” deve ser realizada em resposta ao assassinato de seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, em ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel.
Em um comunicado divulgado pela agência de notícias Fars, ligada ao governo, Khamenei afirmou: “A vingança é uma exigência da nossa nação e certamente deve ser concretizada”. Ele reforçou que a promessa de vingança é uma questão que envolve o sangue de seu pai e de todos os mártires dessas guerras, enfatizando que os responsáveis serão punidos.
“Prometemos que vingaremos o seu sangue puro e o sangue de todos os mártires destas duas guerras, punindo os assassinos criminosos e ignóbeis”, declarou Khamenei, dirigindo-se ao falecido líder.
O líder supremo também afirmou que os criminosos, cujos nomes estão documentados, “levarão para o túmulo o desejo de uma morte tranquila, na velhice e em seus leitos”. Ele assegurou que essa questão não depende apenas de sua existência ou da de outras autoridades.
Essas declarações surgiram em um momento tenso, logo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter feito uma ameaça ao Irã. Trump afirmou que os Estados Unidos estão prontos para “dizimar” o Irã caso o país tente matá-lo. Ele ressaltou que mísseis americanos estão apontados para o Irã e estão prontos para serem disparados imediatamente se houver qualquer tentativa de ataque contra ele.
Trump disse: “Mil mísseis estão armados, prontos para lançamento e apontados para a República Islâmica do Irã, com milhares de outros prontos para serem disparados imediatamente, caso o governo iraniano concretize sua ameaça de assassinar ou tentar assassinar o atual presidente dos Estados Unidos da América — neste caso, EU!”
Até o momento, Mojtaba Khamenei não fez aparições públicas desde sua nomeação como líder supremo do Irã. A situação entre os dois países continua tensa, com trocas de ameaças que refletem um clima de incerteza e preocupação na comunidade internacional.
