Nas últimas horas, os exércitos dos Estados Unidos e do Irã decidiram pausar a intensa troca de bombardeios que dominaram o Oriente Médio nos últimos dois dias. Esta pausa ocorre em meio a esforços diplomáticos que estão sendo realizados nos bastidores, conforme informações de uma autoridade americana.
A estratégia dos EUA inclui realizar ataques de forma deliberada, seguidos de pausas para evitar uma escalada do conflito e permitir que a diplomacia tenha espaço para atuar. Essa abordagem busca minimizar as tensões entre os dois países.
“Os EUA têm uma lista de alvos como meio de pressão”, afirmou a fonte, que também indicou que há preparativos em andamento para potenciais ataques americanos, caso se tornem necessários.
O porta-aviões USS Abraham Lincoln, que se encontra posicionado no Mar Arábico, tem suas equipes prontas, com caças armados e pilotos realizando exercícios de treinamento, tudo em preparação para eventuais ações militares.
A aparente calmaria no cenário atual vem após dois dias de intensos bombardeios. Na terça-feira (7), o Irã disparou contra três embarcações comerciais em águas territoriais de Omã, próximas ao Estreito de Ormuz. Essa ação foi classificada por uma autoridade americana como uma “grave violação” do memorando de entendimento que havia sido firmado anteriormente com o Irã.
Em resposta, os Estados Unidos anunciaram a reimposição de sanções às vendas de petróleo iraniano, como retaliação aos ataques realizados. Essa medida causou um aumento de mais de 5% no preço do petróleo Brent. O Comando Central dos EUA (Centcom) confirmou que suas forças armadas realizaram uma série de ataques a alvos iranianos em resposta aos bombardeios contra as embarcações comerciais.
Relatos da mídia estatal iraniana indicam que diversas pessoas ficaram feridas devido a destroços de “projéteis inimigos” na cidade costeira de Sirik. O presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, chegou a deixar o Iraque, onde participava de celebrações fúnebres, e retornou ao Irã após os ataques americanos.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou a decisão do Departamento do Tesouro dos EUA de retomar as sanções sobre as vendas de petróleo, afirmando que essa ação viola o memorando de entendimento estabelecido para o fim do conflito.
