Itabaiana · segunda-feira · 05 de outubro de 2026
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Nelson Cândido Motta Filho, conhecido simplesmente como Nelson Motta, é um ícone da música brasileira. Aos 81 anos, ele continua a se destacar como jornalista, compositor, produtor e curador, sempre olhando para o presente. Em sua visão, a nova música brasileira passa por um momento vibrante e promissor, e ele rejeita qualquer ideia de que o passado seja melhor.

No Festival Doce Maravilha 2026, que ocorrerá nos dias 7, 8 e 9 de agosto no Rio de Janeiro, Motta expressa seu entusiasmo pela nova cena musical. Ele afirma que está ouvindo a nova música brasileira com grande animação e considera que a música vive um grande momento no Brasil e no mundo. “A coisa que mais envelhece é a nostalgia. ‘Ah, meu tempo. Ah, isso era muito melhor.’ Está morto. Então, se enterre junto com a sua nostalgia,” declara.

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Para Motta, é fundamental distinguir entre envelhecer e ficar antigo. Ele enfatiza que envelhecer é um processo biológico, enquanto ficar antigo se relaciona à falta de atualização cultural. A nova música brasileira, segundo ele, está enraizada nas tradições, mas não deve ser confundida com um saudosismo que limita a evolução artística.

O festival traz uma programação diversificada, com grandes e inéditos encontros entre artistas de diferentes estilos e gerações. Entre as atrações, destacam-se Caetano Veloso convidando Emicida, Paulinho da Viola com Maria Bethânia, e Os Paralamas do Sucesso celebrando 40 anos do álbum ‘Selvagem?’. Motta acredita que esses encontros são únicos e emocionantes, pois as colaborações surgem de uma admiração mútua entre os artistas.

Um dos momentos mais aguardados do festival será a apresentação de Caetano Veloso e Emicida. Motta observa que a trajetória de Emicida transcende as classificações tradicionais, afirmando que ele é um grande artista da MPB que mistura diferentes estilos. Assim como Caetano, Emicida representa um novo movimento na música brasileira, e Motta está ansioso para ver como essa combinação se desenrolará no festival.

Além de sua carreira como curador e produtor, Nelson Motta tem se reinventado como DJ, atividade que começou a explorar mais recentemente, incentivado pelos netos. Ele destaca a importância do diálogo e troca de ideias com novos artistas, como Tim Bernardes, que busca sua orientação e experiências. Motta se vê como um “xamã” da música, um papel que ele desempenha com prazer, ajudando a moldar o futuro da música brasileira.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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