A Guarda Revolucionária do Irã anunciou que atacou instalações militares dos Estados Unidos localizadas no Bahrein e no Kuwait. Essa ação ocorreu após uma nova onda de bombardeios americanos em resposta a ataques contra petroleiros no Estreito de Ormuz.
Segundo informações, a Guarda Revolucionária Islâmica realizou uma operação conjunta utilizando mísseis e drones. Os alvos incluíram importantes bases militares, como a de Bandar Salman, no 5º Distrito Naval do Bahrein, e a Base Aérea Ali Al Salem, no Kuwait. Durante a operação, um drone americano MQ-9 que tentava interferir foi abatido.
Autoridades relataram que sirenes de ataque aéreo foram acionadas no Bahrein e no Kuwait. O Exército do Kuwait informou que suas defesas aéreas estavam enfrentando ataques “hostis” com mísseis e drones. Mais cedo, os Estados Unidos haviam realizado novos ataques militares e cancelado a licença que permitia ao Irã vender petróleo, em resposta a ações contra três petroleiros na região.
“A agressão injustificada das forças iranianas é uma violação clara e perigosa do cessar-fogo e compromete a liberdade de navegação”, declarou o CENTCOM em comunicado.
O Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, que é o principal comando militar do Irã, condenou os ataques americanos, classificando-os de “ato flagrante de agressão”. Além disso, o comando iraniano ameaçou uma “resposta devastadora” e ressaltou que Teerã não permitirá interferência dos EUA na administração do estreito.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, acusou os Estados Unidos de violar o cessar-fogo. Ele mencionou não apenas os bombardeios recentes, mas também a reimposição de sanções ao petróleo e outros conflitos na região.
“A era da intimidação e da extorsão acabou. Não vamos ceder”, escreveu Ghalibaf em sua publicação.
Informações da mídia iraniana indicaram que explosões foram ouvidas na ilha de Kharg, na ilha de Qeshm e nas cidades portuárias de Sirik e Bandar Abbas. O CENTCOM confirmou que os ataques americanos tinham como alvo sistemas de defesa aérea, radares costeiros e locais de lançamento de drones.
Embora não tenham sido registradas mortes de civis no Irã, houve feridos em um incidente em que um “projétil inimigo” atingiu um píer comercial em Sirik, resultando em danos a estruturas locais.
A situação representa uma nova ameaça ao frágil acordo de cessar-fogo estabelecido entre Estados Unidos e Irã, que havia interrompido temporariamente os conflitos após uma série de ataques.
Após a revogação da licença que permitia a venda de petróleo iraniano, os preços do petróleo subiram mais de 3%. Um funcionário americano afirmou que os negociadores continuam buscando um acordo definitivo com o Irã, apesar do aumento das tensões.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou a decisão dos EUA, afirmando que Washington será responsabilizado pelas consequências e que o país tomará “qualquer medida que considerar necessária” para proteger seus interesses.
