Itabaiana · domingo · 04 de outubro de 2026
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Um estudo abrangente realizado pela Arko Advice concluiu que o ambiente político institucional é o principal fator de risco para o Brasil, com esse risco aumentando. A nota global de risco atribuída ao país é de 57 pontos, em uma escala de 0 a 100, com viés de alta. Murillo de Aragão, cientista político e CEO da Arko Advice, comentou sobre os achados do estudo.

O estudo se baseia em três pilares principais: o ambiente político institucional, a situação geopolítica e o ambiente econômico. O ambiente político institucional recebeu a pontuação mais alta, alcançando 68 pontos, também com viés de alta. Por outro lado, a situação geopolítica foi classificada com 48 pontos, caracterizada como um risco médio, enquanto o ambiente econômico registrou 45 pontos, igualmente com viés de alta.

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De acordo com Murillo de Aragão, a questão econômica é crítica, especialmente em relação aos aspectos fiscais e de juros, que afetam a atividade produtiva. No entanto, ele observou que esse impacto ainda não é amplamente sentido pela população, uma vez que a inflação se mantém razoavelmente sob controle.

A questão econômica é séria pelo aspecto fiscal e de juros, que atrapalham a atividade produtiva. Mas não chega ainda na população, porque a inflação está razoavelmente sob controle.

Aragão também destacou que a insegurança fiscal tem levado os empresários a adotar uma postura mais cautelosa, retraindo seu instinto de investimento. Ele explicou que, devido a essa insegurança em relação à questão fiscal, os empresários preferem aguardar para ver o que vai acontecer.

Quando se trata do campo político institucional, Aragão afirmou de forma categórica que não haverá pacificação no próximo governo, independentemente de quem seja eleito. Segundo ele, o perfil dos candidatos não indica que exista alguém disposto a buscar um diálogo que estabilize a situação institucional.

Não vejo uma pacificação institucional no próximo governo, porque o perfil dos candidatos não aponta alguém que tenha a vocação e a disposição para enfrentar um diálogo institucional que seja estabilizador.

Ele destacou que a crise institucional começará a ser definida no primeiro turno das eleições, com a composição da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Aragão mencionou que há uma intenção clara entre certos setores políticos de avançar com impeachment de ministros e de aprovar emendas constitucionais que podem limitar ou criar mandatos para os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

Acho que continuará a haver uma disputa de poder, um conflito institucional, uma mistura de competências, uma ausência de limites, mas, sobretudo, uma ausência de vocação para o diálogo.

A única esperança apontada por ele para um possível diálogo estaria ligada a uma deterioração severa do quadro fiscal, que poderia forçar os agentes políticos a se reunirem e buscarem uma solução.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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