Itabaiana · domingo · 04 de outubro de 2026
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A Petrobras e a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) assinaram um Termo de Conciliação nesta terça-feira (7), na sede da AGU (Advocacia Geral da União), em Brasília. O acordo visa adequar 335 poços marítimos às exigências do RT-SGIP (Regulamento Técnico do Sistema de Gerenciamento da Integridade de Poços).

Segundo a ANP, este acordo encerra a controvérsia sobre o prazo para abandono permanente ou monitoramento de poços que estavam em abandono temporário não monitorado em campos offshore. A Petrobras assumirá a responsabilidade pela adequação de todos os poços, incluindo 76 que tiveram sua gestão transferida para outros operadores.

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Os poços serão considerados regulares quando se encontrarem em abandono permanente, em abandono temporário com monitoramento conforme a norma, ou em operação na produção de um campo, passando a ser monitorados, conforme informado pela ANP.

A execução das adequações deverá ser concluída até 31 de dezembro de 2030, com cronogramas anuais e semestrais organizados por grau de risco. A cada semestre, a Petrobras terá que cumprir metas mínimas por grupo de risco e entregar à ANP relatórios sobre serviços realizados, intervenções previstas, resultados de monitoramento e inspeção, além da situação do licenciamento ambiental.

As mudanças no calendário só poderão ocorrer com justificativa técnica e aprovação expressa da ANP, e o não cumprimento das metas pode resultar em penalidades definidas no termo. Como compensação pela flexibilização do prazo regulamentar, a Petrobras pagará R$ 300 milhões à ANP, sendo R$ 105 milhões em até 30 dias após a assinatura final e R$ 195 milhões em 48 parcelas mensais corrigidas pela Selic.

O acordo também inclui compromissos técnicos, como a entrega à ANP de cópias de análises geoquímicas de amostras de petróleo reunidas desde 1974 e informações sobre a experiência da empresa na investigação de vazamentos. Além disso, a ANP terá acesso a um banco de dados internacional privado com resultados de análises de óleo, rochas e águas de formação de diversas bacias sedimentares, para reforçar a identificação de origem do petróleo em casos de derramamento e ampliar a fiscalização e a resposta a incidentes.

A Petrobras ainda deverá aderir ao MAP (Mutual Assistance Principles), um mecanismo coordenado pelo IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás) que visa a cooperação em emergências, e disponibilizar ferramentas para intervenções em poços que foram transferidos a outros operadores. A conciliação foi elaborada no âmbito da CCAF (Câmara de Mediação e de Conciliação da Administração Pública Federal), da AGU, com tratativas iniciadas em junho de 2021 e formalização da participação da ANP em agosto do mesmo ano.

A diretoria da ANP aprovou o acordo por unanimidade, considerando que esta solução seria mais efetiva do que apenas aplicar multas, pois combina adequação concreta dos poços, priorização por risco, acompanhamento semestral, compensação financeira e reforço técnico à atuação regulatória.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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