O petróleo fechou em leve queda nesta segunda-feira, 6 de julho de 2026, mantendo-se próximo aos níveis anteriores ao início da guerra no Oriente Médio. Essa movimentação ocorre em meio à decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) de elevar a produção a partir de agosto.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para agosto encerrou o dia com uma queda de 0,2%, equivalente a US$ 0,14, fechando a US$ 68,55 o barril. Já o Brent para setembro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), caiu 0,18%, ou US$ 0,13, finalizando o dia a US$ 71,99 o barril. É importante destacar que não houve fechamento oficial para o WTI na última sexta-feira, 3 de julho, devido ao feriado antecipado do Dia da Independência, celebrado no sábado, 4 de julho.
A commodity apresentou volatilidade durante o pregão. Os preços foram pressionados pelo quinto aumento mensal consecutivo da oferta da Opep+ e pela normalização do fluxo de navios no Estreito de Ormuz. O diretor de investimentos da Siebert Financial, Mark Malek, comentou sobre a situação dos mercados, que demonstram mais ceticismo do que entusiasmo em relação à reabertura da passagem marítima.
“Embora o tráfego de embarcações tenha aumentado, os prêmios dos seguros marítimos continuam bem acima dos níveis anteriores ao conflito, já que as seguradoras aguardam maior clareza sobre o cenário. Além disso, o Irã parece determinado a cobrar algum tipo de tarifa pelo uso do Estreito de Ormuz”, destacou Malek.
Além disso, o presidente americano Donald Trump afirmou nesta segunda-feira que as negociações com o Irã estão indo “muito bem”, mas enfatizou que, caso um acordo não seja finalizado, os Estados Unidos “terminarão o trabalho”. Essa declaração ressalta a tensão contínua na região e seu impacto no mercado de petróleo.
Na Rússia, as exportações de petróleo provenientes dos portos ocidentais atingiram um recorde em junho e devem permanecer nesse patamar em julho, de acordo com dados da CAS Data. Esse aumento nas exportações ocorre em meio aos ataques ucranianos a refinarias russas, o que pode influenciar ainda mais o mercado global de petróleo.
