Itabaiana · domingo · 04 de outubro de 2026
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Aprender a tocar um instrumento, estudar um novo idioma ou desenvolver uma habilidade digital do zero desencadeia um processo fascinante no cérebro, que vai além da simples memorização. Quando uma pessoa se depara com uma experiência nova, o cérebro não apenas registra a informação, mas se reorganiza para processá-la. Isso ocorre por meio da neuroplasticidade, um fenômeno que permite que diferentes regiões do cérebro trabalhem juntas para interpretar informações, estabelecer conexões e criar novos caminhos neurais.

A psicopedagoga Aline Brito explica que, ao iniciar esse processo, o esforço é percebido de forma intensa. A tarefa exige atenção, concentração e um alto gasto cognitivo, pois o cérebro ainda não possui um circuito consolidado para a execução daquela atividade. Com o tempo e a prática, as conexões neurais se tornam mais eficientes, permitindo que a habilidade pareça natural e demande menos energia mental.

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A repetição é fundamental nesse processo. Cada vez que uma atividade é praticada, um conjunto específico de neurônios é ativado, e quanto mais essas redes são utilizadas, mais fortes elas se tornam. Aline destaca que, embora a repetição seja importante, não se deve repetir mecanicamente. Práticas distribuídas ao longo do tempo, com pausas e feedback sobre os erros, geram resultados mais duradouros do que longos períodos de estudo concentrado.

Aprender habilidades físicas e intelectuais envolve princípios semelhantes de neuroplasticidade, mas ativa regiões cerebrais diferentes. Habilidades motoras, como tocar violão, ativam o cerebelo e o córtex motor, enquanto a aquisição de um idioma envolve áreas responsáveis pela linguagem e memória. Apesar das diferenças, Aline enfatiza que todos os processos dependem de prática e consistência.

Outro aspecto importante é o sono. Aline afirma que “dormir bem faz parte do processo de aprender”. Durante o descanso, o cérebro reorganiza as informações adquiridas, fortalece conexões relevantes e elimina registros insignificantes. Isso explica por que sacrificar horas de sono em prol de estudos pode ser contraproducente.

Quanto à idade, Aline ressalta que, embora a infância apresente maior plasticidade cerebral, o cérebro adulto também pode criar novas conexões ao longo da vida. Aprender na fase adulta pode exigir mais tempo e prática, mas a neuroplasticidade continua ativa, especialmente quando há motivação e desafios cognitivos.

A emoção e a motivação também desempenham papéis cruciais no aprendizado. Quando uma atividade desperta interesse, o cérebro libera neurotransmissores que aumentam a motivação e favorecem a atenção. Por outro lado, ambientes estressantes podem comprometer a aprendizagem. A dimensão emocional é parte essencial do processo cognitivo, e criar um ambiente acolhedor pode potencializar o aprendizado.

Entre os hábitos que favorecem a aprendizagem, Aline destaca a importância de um sono de qualidade, alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e a leitura. Esses fatores contribuem para a saúde do cérebro e a eficácia no aprendizado.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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