Hoje, às 11h (horário de Brasília), terá início a audiência pública entre representantes do setor produtivo brasileiro e o governo dos Estados Unidos. O objetivo é discutir as novas tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, recomendadas pelo USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos).
Essas novas alíquotas são resultado de uma investigação baseada na Seção 301, que aponta justificativas como o suposto favorecimento ao Pix, acordos comerciais preferenciais, etanol, desmatamento, corrupção e pirataria para a imposição das tarifas contra o Brasil.
Durante a audiência, que ocorrerá entre hoje e amanhã, representantes dos setores brasileiros afetados terão a oportunidade de defender medidas menos severas antes da decisão final, prevista para o dia 15 de julho.
A audiência será realizada na Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos, em Washington, e será dividida em 14 painéis. Os primeiros sete painéis ocorrerão hoje, a partir das 11h, e os sete restantes começarão amanhã, também às 11h.
Os participantes, incluindo importadores, distribuidores, indústrias e associações, terão cinco minutos cada para apresentar um resumo executivo defendendo suas cadeias produtivas. Além disso, haverá momentos para questionamentos do USTR, seguidos das respostas das entidades participantes.
Os preparativos para essa audiência começaram no mês passado, e os interessados tiveram até o dia 22 de junho para solicitar participação no processo e até 1º de julho para enviar manifestações escritas que servirão de base para as apresentações.
A mobilização do setor privado em torno dessa audiência é significativa, pois é vista como a principal chance de reverter as tarifas. Entre os representantes brasileiros, destacam-se entidades ligadas ao agronegócio e seus compradores americanos, que devem ser o foco do evento. Também está prevista a participação de representantes da indústria brasileira, como membros da Sindifer, da Fiesp, da Abimaq e do Centrorochas.
