Itabaiana · sábado · 03 de outubro de 2026
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Adotar um animal de estimação envolve mais do que apenas escolher entre um cachorro ou um gato. Antes de trazer um novo amigo para casa, é fundamental considerar fatores como espaço disponível, rotina da família, tempo para cuidados e o perfil do futuro tutor.

A veterinária Pillar Gomide do Valle destaca que um dos primeiros aspectos a ser avaliado é o tempo que se pode dedicar à interação com o pet. Os cães, por exemplo, costumam precisar de mais atenção diariamente. Além dos passeios regulares, eles necessitam de estímulos físicos e sociais para garantir sua saúde e bem-estar. Por isso, cães se adaptam melhor a famílias que passam mais tempo em casa ou que conseguem incluir o animal nas atividades diárias.

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“A decisão não deve ser baseada apenas na aparência ou preferência pessoal, mas na compatibilidade entre as necessidades do animal e a rotina do responsável. Isso inclui refletir sobre viagens frequentes, presença prolongada fora de casa, tolerância a ruídos, disposição para treinar comportamentos e até mesmo possíveis alergias”, explica Valle, que também leciona no curso de Veterinária do Centro Universitário Arnaldo, em Belo Horizonte.

Os gatos, por outro lado, apresentam maior independência. Embora também precisem de cuidados e carinho, eles são capazes de ficar sozinhos por períodos mais longos, o que pode ser mais adequado para pessoas que têm jornadas de trabalho extensas ou que vivem sozinhas.

Além disso, o espaço disponível para o pet é um fator crucial. Muitas pessoas acreditam que apenas gatos podem viver confortavelmente em apartamentos pequenos. No entanto, cães de pequeno porte com energia moderada também podem se adaptar bem, desde que recebam os passeios e atividades diárias necessárias.

Os gatos costumam aproveitar melhor ambientes verticais, como prateleiras e arranhadores, que ajudam a ampliar sua área de circulação e contribuem para seu bem-estar, mesmo em espaços compactos. Em casas com quintal, tanto cães quanto gatos podem ter condições favoráveis, mas o espaço externo não substitui a necessidade de atenção e brincadeiras com os tutores.

O perfil da família também deve ser considerado. Famílias com crianças geralmente preferem cães por sua sociabilidade e facilidade de interação, mas muitos gatos também formam vínculos fortes com crianças. Para os idosos, a escolha varia conforme a rotina e a disposição física, já que alguns cães incentivam caminhadas, enquanto gatos exigem menos esforço físico nos cuidados.

Outro ponto importante é o impacto financeiro e o compromisso de longo prazo. Tanto cães quanto gatos geram custos com ração, vacinas e consultas veterinárias. Contudo, a manutenção de cães tende a ser um pouco mais alta, principalmente devido à necessidade de banhos e tosas frequentes, além de brinquedos mais resistentes.

“Na maioria das situações, os cães geram custos mais elevados, principalmente por conta do maior consumo de alimento e da necessidade de produtos de higiene”, explica a veterinária.

Por isso, conhecer a realidade financeira e o comprometimento que a adoção exige é essencial para garantir uma convivência harmoniosa e duradoura.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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