Itabaiana · sábado · 03 de outubro de 2026
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O duelo entre Brasil e Noruega, marcado para este domingo (05), coloca frente a frente duas seleções dentro de campo. No entanto, fora das quatro linhas, os dois países estão estreitando sua relação estratégica, especialmente no agronegócio brasileiro.

O Brasil, um dos maiores produtores de alimentos do mundo, enfrenta a dependência da importação de fertilizantes, com cerca de 85% dos nutrientes utilizados nas lavouras vindos do exterior. Essa situação torna o setor vulnerável a conflitos geopolíticos, como as tensões no Oriente Médio, que podem afetar as rotas marítimas, em particular pelo Estreito de Ormuz.

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“O aumento das tensões no Oriente Médio elevou a preocupação de produtores e importadores brasileiros, que buscam diversificar fornecedores para mitigar riscos de abastecimento,”

Com a situação atual, a Noruega se torna um fornecedor ainda mais importante para o Brasil. Dados do ComexStat indicam que, entre janeiro e maio de 2026, a corrente de comércio entre os dois países totalizou US$ 874,4 milhões. As exportações do Brasil somaram US$ 504,9 milhões, enquanto as importações alcançaram US$ 369,4 milhões, resultando em um superávit de US$ 135,5 milhões para o Brasil.

A Noruega, embora não esteja entre os principais parceiros comerciais do Brasil, desempenha um papel vital na cadeia de suprimentos do agronegócio. Os fertilizantes químicos representam 15,3% da pauta de importação do país, posicionando-se como o segundo item mais adquirido, atrás apenas de instrumentos de medição.

Os fertilizantes, em 2026, lideram a lista dos produtos importados pelo Brasil, com um total de US$ 13,4 bilhões em compras, superando combustíveis, medicamentos e equipamentos industriais. Essa dependência do mercado externo é crucial para o abastecimento das lavouras de soja, milho, algodão, café e cana-de-açúcar.

A série histórica do ComexStat revela que as importações brasileiras de fertilizantes noruegueses mantêm-se estáveis na última década, refletindo as variações nos preços internacionais e na demanda agrícola. Isso confirma a Noruega como um fornecedor consistente de nutrientes para a agricultura brasileira.

Além disso, o Brasil exporta principalmente produtos do agronegócio e da indústria, como alumina, óleos vegetais, carne bovina, couro, café e frutas, evidenciando a forte base de commodities e alimentos.

A relação comercial entre Brasil e Noruega pode receber um novo impulso com o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a EFTA (Associação Europeia de Comércio Livre), que inclui a Noruega. Com a aprovação na Câmara dos Deputados, o texto agora aguarda análise do Senado Federal.

Esse acordo visa reduzir tarifas, simplificar processos alfandegários e criar cotas de exportação sem impostos. Para o agronegócio brasileiro, a expectativa é de ampliar o acesso ao mercado da EFTA, beneficiando produtos como carnes, café, soja e frutas, além de facilitar o comércio de produtos industriais.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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