Uma cena inusitada marcou o último dia de entregas do governo federal antes do início das restrições impostas pelo período eleitoral. Enquanto criticava a ideia de que “pobre não gosta de coisa boa”, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mostrou o dedo do meio diante do público presente na cerimônia.
“Precisamos acabar com essa história de que o pobre não gosta de coisa boa. Aqui para eles”, disse o presidente, enquanto fazia o gesto em discurso no Palácio do Planalto.
Lula continuou sua fala enfatizando o desejo de acesso a bens de qualidade. “Nós gostamos de coisa boa. Nós queremos é tudo de primeira: comida de primeira, roupa de primeira, viajar de primeira, dentista de primeira, médico de primeira. Acabar com essa bobagem”, afirmou.
O presidente também criticou um discurso que, segundo ele, é promovido pelas elites, onde o acesso a melhores condições de saúde é diretamente relacionado à capacidade de pagamento. “O rico fala: ‘eu tenho um bom plano de saúde, eu tenho bons médicos, porque eu pago’. Aqui, ele não paga porra nenhuma. Ele desconta do Imposto de Renda o que ele paga de plano de saúde. Se ele desconta do Imposto de Renda, quem paga somos nós”, ressaltou o petista.
Durante a cerimônia, o Executivo anunciou entregas nas áreas de moradia, educação e saúde. A partir deste sábado (4), três meses antes do primeiro turno das eleições, passam a valer as restrições previstas na legislação eleitoral para impedir o uso da máquina pública em benefício de candidaturas. Entre as restrições estão limitações à publicidade institucional e à participação de agentes públicos em inaugurações de obras.
Recentemente, o PT (Partido dos Trabalhadores) decidiu oficializar a candidatura de Lula à reeleição no dia 2 de agosto, em São Paulo.
