Itabaiana · sábado · 03 de outubro de 2026
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Os frigoríficos brasileiros alcançaram a cota integral de exportação de carnes para a China neste fim de semana. Com isso, o Brasil deverá suspender as exportações até que o país asiático decida pagar uma taxa de compra para o produto.

O cálculo foi realizado pela consultoria Safras & Mercado, com base na evolução dos embarques e nos dados oficiais da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Entre janeiro e 30 de junho, o Brasil enviou 100,06% da proteína animal para a China, totalizando um volume limitado a 1,106 milhão de toneladas para embarques sem tarifa adicional.

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O mercado já havia sinalizado que esse volume ficou abaixo do ritmo recente das vendas brasileiras para o principal destino da proteína, o que gerou preocupação no setor sobre um possível esgotamento antecipado da cota ao longo do ano. Caso a China decida comprar carne do Brasil, haverá uma sobretaxa de 55% sobre o excedente, o que pode diminuir a competitividade da carne brasileira e forçar os frigoríficos a redirecionar parte da produção para outros mercados.

Fernando Iglesias, analista da Safras & Mercado, afirmou que o desempenho das exportações de carne bovina foi satisfatório, especialmente devido à China. Somente em junho, foram enviadas 158,36 mil toneladas de carne bovina, com um ritmo acelerado de exportação.

Os números de junho representam 14,32% da cota total disponibilizada pela China no último ano, evidenciando o esgotamento oficial da cota brasileira, uma vez que o volume embarcado no último bimestre de 2025 deve ser considerado. Iglesias destacou que a lentidão da China em emitir alertas sobre o preenchimento da cota em relação ao Brasil é notável, já que apenas o gatilho de 50% foi acionado até o momento. Com as vendas aceleradas em abril e maio, a expectativa era de que o alerta do MOFCOM já tivesse sido acionado para o aviso de 80% de preenchimento da cota.

A demora na comunicação se deve a problemas na internalização do produto por parte das autoridades chinesas. A partir de agora, o foco do mercado se volta para as exportações de julho, que serão fundamentais para entender a dinâmica dos embarques de carne bovina do Brasil para outros parceiros comerciais, além da China. Entre esses clientes estão os Estados Unidos, Hong Kong, Uruguai e Argentina, os últimos sendo usados como triangulação para atingir o mercado chinês de forma indireta.

Enquanto isso, a demanda americana cresce e outros países também se aproximam do esgotamento de suas cotas, como é o caso da Austrália, que já está próxima de esgotar sua cota de carne bovina para a China.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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