Itabaiana · sexta-feira · 02 de outubro de 2026
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“Na rua, na chuva, na fazenda…” Bastam esses versos para que muitos brasileiros cantem junto a melodia de um dos clássicos da música brasileira, mas poucos sabem quem está por trás dessa canção. É essa a proposta do documentário As Dores do Mundo, que será exibido na 21ª Cine OP, trazendo à tona a história de Hyldon.

Dirigido por Emilio Domingos e Felipe David Rodrigues, o filme celebra os 50 anos do álbum Na Rua, na Chuva, na Fazenda e busca reconstruir a trajetória do artista baiano, que teve um papel fundamental na formação da soul music no Brasil, ao lado de ícones como Tim Maia e Cassiano.

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O documentário não idealiza Hyldon; pelo contrário, ele mesmo admite ter um temperamento desafiador e uma resistência às turnês, o que pode ter contribuído para que seu nome não alcançasse a mesma fama de outros contemporâneos. Apesar de ser autor de obras que envelheceram com elegância, sua relação com o sucesso sempre foi complexa.

“Meu disco de estreia rendeu seis grandes sucessos, mas nem isso foi suficiente para o respaldo esperado da gravadora”, lembra Hyldon.

Um dos momentos marcantes da sua carreira foi sua participação no programa Globo de Ouro, onde, mesmo presente, sentia-se como se ainda não tivesse recebido o reconhecimento que almejava. Essa expectativa de validação parece acompanhar Hyldon ao longo da sua trajetória e ajuda a entender por que, mesmo com sua relevância, ele ficou à margem das narrativas principais da música brasileira.

O documentário opta por deixar que as canções falem por si, sem apelos a uma reparação histórica forçada. Além de sua música, há espaço para explorar a vida pessoal de Hyldon, suas paixões e as mulheres que inspiraram suas composições, revelando um romantismo que ainda permeia sua obra.

Ao final, As Dores do Mundo instiga o espectador a revisitar a obra de Hyldon, não só Na Rua, na Chuva, na Fazenda, mas todo o álbum, onde se pode descobrir outras composições que têm o potencial de se tornarem clássicos. O documentário reafirma que nunca é tarde para redescobrir um artista que sempre esteve presente na trilha sonora da vida de muitos.

Assim, fica o convite: após assistir ao documentário, coloque Na Rua, na Chuva, na Fazenda para tocar e descubra a riqueza musical que esse artista tem a oferecer.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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