Desde sua estreia, Avatar: Fogo e Cinzas tem gerado reações mais divisivas do que os filmes anteriores da franquia. Embora a produção continue recebendo elogios pelos efeitos visuais e pela grandiosidade do mundo de Pandora, parte da crítica aponta que James Cameron repetiu ideias já vistas, tornando este terceiro capítulo menos surpreendente.
Apesar das críticas, o filme também conquistou muitos elogios. Para alguns críticos, Fogo e Cinzas é o capítulo mais emocional da saga, ampliando o universo da franquia ao apresentar novos conflitos e personagens importantes para o futuro da história.
O maior problema da franquia continua sendo a repetição.
Um aspecto em que praticamente todos os críticos concordam é que Avatar: Fogo e Cinzas continua sendo um espetáculo técnico. Os efeitos visuais, as cenas de ação e a construção de Pandora continuam entre os maiores destaques do cinema atual. No entanto, as divisões surgem quando o foco se volta para o roteiro.
Vários críticos afirmam que o filme repete a estrutura narrativa dos anteriores. A jornada da família Sully, os conflitos contra Quaritch e até mesmo parte do grande confronto final lembram momentos de Avatar: O Caminho da Água, levando alguns a avaliarem que a franquia perdeu parte do impacto causado pelos primeiros filmes.
Outro ponto levantado é que a longa duração do filme, que se aproxima de três horas e meia, pode dificultar o ritmo da narrativa. Algumas análises indicam que determinadas tramas demoram para avançar, funcionando mais como preparação para Avatar 4 do que como uma história completa.
Por outro lado, muitos veem essa construção mais ampla como um dos pontos fortes do longa. A introdução do Povo das Cinzas, o desenvolvimento de Kiri, Lo’ak e Spider, e o foco maior na nova geração são vistos como passos importantes para renovar a franquia antes dos próximos filmes.
Avatar 4 será o fim de uma era; entenda.
Além disso, outro motivo para as opiniões divididas é a sensação de que Avatar: Fogo e Cinzas funciona como um capítulo intermediário. Assim como ocorreu com O Caminho da Água, boa parte da história prepara eventos que só terão consequências em Avatar 4 e Avatar 5. Para alguns, isso faz com que o filme pareça incompleto, enquanto para outros, representa uma construção necessária para uma saga planejada desde o início como uma história em cinco partes.
No final, Avatar: Fogo e Cinzas continua entregando tudo o que tornou a franquia um fenômeno mundial em termos de espetáculo visual. A diferença é que, desta vez, o roteiro gerou muito mais opiniões divergentes do que a tecnologia empregada por James Cameron, mostrando que, após três filmes, o público espera mais do que apenas uma nova viagem por Pandora.
Os três filmes da franquia Avatar estão disponíveis no Disney+.
