Itabaiana · sexta-feira · 02 de outubro de 2026
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A chegada das temperaturas mais baixas altera a sazonalidade da produção agrícola e contribui para o aumento dos preços das hortaliças, que lideraram as elevações dos alimentos em maio, afetando o bolso do consumidor em todo o Brasil.

De acordo com o estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, realizado pela Neogrid, a categoria de legumes teve um aumento de 15,1% em relação a abril. O preço médio desta categoria subiu de R$ 6,89 para R$ 7,93, com altas registradas em todas as regiões do país.

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“As categorias mais pressionadas em maio são justamente aquelas mais sensíveis à oferta e às condições climáticas. Em épocas mais frias, a produtividade e o ritmo de maturação de alguns produtos podem ser afetados, diminuindo a disponibilidade e elevando os preços ao consumidor”, afirma Marcelo Alves, gerente Executivo de Dados da Neogrid.

O especialista também destacou a importância de um abastecimento inteligente em períodos de maior volatilidade. “Em categorias sensíveis ao clima, como hortifrútis, a combinação entre previsibilidade de demanda e maior visibilidade dos estoques contribui para decisões de reposição mais assertivas, reduzindo rupturas e desperdícios ao longo da cadeia de consumo”, completa Alves.

Outros itens analisados pela Neogrid também apresentaram alta significativa. O leite em pó, por exemplo, teve um aumento de 9%, com o preço médio passando de R$ 40,47 para R$ 44,10. O feijão subiu 5%, enquanto o molho de tomate e a água mineral registraram elevações de 3,3% e 3,5%, respectivamente.

Por outro lado, algumas categorias trouxeram alívio ao consumidor. Os preços dos ovos recuaram 6,5%, com o preço da unidade caindo de R$ 0,97 para R$ 0,90. As massas alimentícias secas tiveram uma queda de 3%, e o café em pó e em grãos recuaram 2,5%. Também houve redução nos preços da carne suína (-1,4%), do açúcar (-1,1%) e do óleo de soja (-0,9%), sendo este último o único item com redução de preços em todas as regiões do país.

No acumulado entre dezembro de 2025 e maio de 2026, os legumes continuam liderando as maiores altas do varejo alimentar, com uma valorização de 44,2%, saindo de R$ 5,50 para R$ 7,93. Em seguida, aparecem o feijão (26,5%), leite UHT (23,9%), carne bovina (6%) e ovos (6%).

“Para os próximos meses, seguimos monitorando o comportamento do clima, especialmente diante das projeções relacionadas ao El Niño. Caso o fenômeno se consolide, alterações no regime de chuvas e nas temperaturas podem gerar novos impactos para a produção agrícola e ampliar a volatilidade em categorias como hortifruti e lácteos”, acrescenta Alves.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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