O Mar Negro, localizado na fronteira entre a Europa e a Ásia, conecta-se ao Mar Mediterrâneo por meio de uma rede de canais. Normalmente, a superfície desse mar apresenta uma coloração escura, mas durante a primavera e o verão transforma-se em uma impressionante extensão de águas turquesa vibrantes.
A cor turquesa que agora se observa no Mar Negro é provavelmente causada por cocolitóforos, um tipo de fitoplâncton que é coberto por placas de carbonato de cálcio. Esses organismos microscópicos podem conferir às águas superficiais uma aparência azul-leitosa, especialmente durante as estações mais quentes.
Recentemente, um sistema da NASA capturou uma imagem desse fenômeno na última segunda-feira, dia 22. Essa imagem revela a beleza do Mar Negro, que se destaca pela sua nova coloração. Os cocolitóforos tendem a se proliferar no final da primavera e no início do verão, enquanto em outras épocas do ano, as diatomáceas, outro tipo de alga microscópica, tornam-se mais comuns. Essas diatomáceas possuem carapaças de sílica e, ao contrário dos cocolitóforos, tendem a escurecer a água.
Além do Mar Negro, o estreito do Bósforo, que atravessa Istambul e liga o Mar Negro ao Mar de Mármara, também apresentou a coloração turquesa. Um astronauta a bordo da Estação Espacial Internacional registrou o fenômeno em 27 de maio de 2026, capturando o florescimento do fitoplâncton que seguia as correntes em ambos os lados do canal. Essa imagem destaca não apenas a beleza natural da região, mas também a dinâmica dos ecossistemas marinhos.
Esses fenômenos são um lembrete da diversidade da vida no mar e das mudanças que ocorrem em seus ecossistemas ao longo do ano. A observação de tais eventos naturais pode contribuir para a compreensão das alterações climáticas e do impacto humano sobre os oceanos.

