Moradores das áreas impactadas pelos dois terremotos que ocorreram na quarta-feira (24) na Venezuela enfrentam uma segunda noite dormindo nas ruas. As equipes de resgate estão mobilizadas para localizar as pessoas que ainda estão desaparecidas após os desastres.
A situação é crítica para aqueles cujas casas foram destruídas ou sofreram danos severos, pois não têm para onde ir. Muitos permanecem ao ar livre na cidade portuária de La Guaira, na capital Caracas, e nas regiões vizinhas. A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) confirmou que a população se reuniu em espaços públicos e não consegue retornar para suas residências.
Para tentar minimizar o sofrimento, as autoridades locais estão trabalhando para disponibilizar abrigos em escolas e estádios de beisebol. Contudo, a ansiedade entre os moradores continua alta. Halima Husein, coordenadora médica da MSF na Venezuela, relatou em uma mensagem de voz:
“Não há nenhum tipo de serviço funcionando em algumas partes da cidade, especialmente em La Guaira. As pessoas estão simplesmente nas ruas porque muitos prédios desabaram.”
De acordo com informações divulgadas, o número de mortos em decorrência dos terremotos subiu para 235, conforme anunciou o ministro da Saúde do país, Carlos Alvarado, em uma entrevista à televisão estatal na noite de quinta-feira (25). O terremoto, que teve uma magnitude preliminar de 7,5, ocorreu a 23 quilômetros a noroeste de Yumare e a 24 quilômetros da cidade de San Felipe. O USGS (Serviço Geológico dos Estados Unidos) também relatou que um tremor precursor de magnitude 7,2 atingiu a região apenas 40 segundos antes do tremor principal.
Além disso, os Centros de Alerta de Tsunami dos Estados Unidos emitiram um alerta sobre a possibilidade de ondas de tsunami perigosas em áreas costeiras localizadas a menos de 300 quilômetros do epicentro, mas esse alerta foi cancelado algum tempo depois. A situação permanece crítica, e as equipes de resgate continuam em atividade para ajudar os afetados.
