Itabaiana · quarta-feira · 30 de setembro de 2026
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O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que serve como uma prévia da inflação, será divulgado nesta quinta-feira (25) e deve apresentar uma desaceleração em relação ao avanço de 0,62% do mês anterior. Especialistas projetam que a alta fique entre 0,41% e 0,55%.

De acordo com o economista da FGV (Fundação Getúlio Vargas), André Braz, o grupo de alimentação no domicílio será um dos principais responsáveis por essa elevação, com expectativa de alta de 1,35%. Apesar de uma leve desaceleração em comparação a maio, esse grupo continuará elevando o índice.

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Outro aspecto a ser observado é o grupo de habitação, que deve ter uma alta projetada de 0,91%. Isso também contribuirá para que a inflação permaneça em um patamar elevado, mesmo com a desaceleração.

Por outro lado, ainda não é possível afirmar que a queda nos preços do petróleo aliviou a inflação no Brasil. Os contratos futuros do petróleo fecharam em queda pelo terceiro dia consecutivo nesta quarta-feira (24), em meio a sinais de normalização do fluxo no Estreito de Ormuz e avanços nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã, após a assinatura de um memorando de entendimento.

O petróleo WTI (West Texas Intermediate) para agosto fechou com uma queda de 3,92%, sendo negociado a US$ 70,34 o barril, enquanto a referência internacional, o petróleo Brent para setembro, encerrou em baixa de 3,81%, a US$ 73,87 o barril.

Em relação aos preços dos combustíveis, o etanol deverá ser o principal fator de queda, com uma redução projetada de -5,91% devido ao período de safra. A gasolina, por sua vez, deve apresentar estabilidade ou uma leve queda, o que fará com que o grupo de transportes tenha um impacto menos negativo do que no mês anterior.

No entanto, os especialistas alertam que o IPCA-15 de junho ainda refletirá os efeitos negativos de altas anteriores. O alívio proveniente da queda internacional dos preços só deverá ser percebido em índices futuros.

Adriano Birle, economista responsável pelas análises de combustíveis e resinas plásticas da GEP Brasil, afirma que junho ainda será impactado pelo aumento do petróleo e da guerra, prevendo estabilidade no preço da gasolina e queda do etanol.

Birle também menciona que o aumento do diesel continuará a influenciar o IPCA nos próximos meses, devido ao repasse para os custos de frete, afetando principalmente os preços dos alimentos e bens de consumo.

Gino Olivares, economista-chefe da Azimut Brasil Wealth Management, ressalta que, caso ocorra algum alívio nos preços do Brent, isso será percebido mais adiante.

Olivares também destaca que o governo implementou diversas medidas para evitar a elevação dos preços dos combustíveis, e sugere que, se os preços não subiram devido a essas intervenções, não se deve ter grandes expectativas de quedas agora com a redução dos preços internacionais.

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