Itabaiana · quarta-feira · 30 de setembro de 2026
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Um estudante brasileiro viveu momentos de pânico em Caracas, na Venezuela, ao presenciar o desabamento de dois prédios enquanto se dirigia para assistir a uma partida da seleção brasileira na Copa do Mundo. O incidente ocorreu na noite desta quarta-feira (24), quando dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 atingiram o país.

Mateus Mascarenhas, que está na Venezuela para um estágio na ONU (Organização das Nações Unidas), descreveu a experiência como aterrorizante. Ele relatou:

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“Eu estava indo em direção ao Jogo do Brasil, na rua caminhando, quando eu começo a sentir uma vertigem, dou um passo para trás, um passo para frente, a rua começa a ficar ondulada, e logo um prédio desaba, vem toda aquela poeira na minha cara. Minha reação inicial foi sair correndo. Outro prédio cai na minha frente.”

O primeiro prédio tinha cerca de 15 andares, enquanto o segundo era um pouco menor, com aproximadamente 7 andares.

Após cerca de uma hora, Mateus conseguiu entrar em contato com seus familiares e amigos, que estavam bem. Ele comentou sobre a estranheza da situação:

“Depois de uma hora, eu ter contatado minha família, meus amigos, todo mundo conversado, vendo que estavam bem, todos estão bem, e sabem que eu também estou, eu comecei a pensar, nossa, que coisa estranha, sabe aquela sensação de, quando você passa por uma situação traumática e você, às vezes, parece que é mentira, uma invenção da sua cabeça.”

Ele também descreveu a cena impactante que presenciou, com bombeiros tentando resgatar pessoas dos escombros e mulheres chorando à procura de seus entes queridos.

Os Centros de Alerta de Tsunami dos Estados Unidos emitiram um alerta de tsunami para áreas costeiras a menos de 300 quilômetros do epicentro, mas esse alerta foi cancelado pouco tempo depois. Mais de 500 equipes de emergência foram mobilizadas para as operações de resgate na capital venezuelana.

Após se reunir em segurança com colegas no Parque del Este, Mateus expressou sua preocupação com a falta de preparo das autoridades:

“A polícia não sabia o que fazer, moto, carro bloqueando a ambulância, uma coisa muito feia, assim, uma desordem total. Até que fecharam a rua, chegou a Guarda Nacional, fechou a rua.”

Ele também comentou sobre o clima de medo que tomou conta dos comerciantes, que temiam saques após os terremotos.

“Os supermercados estão cheios de filas e não deixam ninguém entrar, você tem que fazer o seu pedido, pagar e depois receber, porque eles estão com medo de saques em massa. Ninguém tem orientação, não tem mensagem da Defesa Civil Venezuelana, estamos no escuro.”

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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