Itabaiana · quarta-feira · 30 de setembro de 2026
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A possível reabertura do Estreito de Ormuz traz uma expectativa positiva para a economia brasileira, de acordo com um estudo da Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais). A normalização dessa rota estratégica pode ajudar a reduzir os custos logísticos e trazer mais previsibilidade para a cadeia de suprimentos, beneficiando assim o comércio internacional do Brasil.

No entanto, Verônica Winter, representante da Fiemg, alerta que os empresários devem adotar uma postura cautelosa diante dessa situação. “Ainda é importante que tenha cautela, que os empresários façam essa gestão do risco”, destacou.

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Ela enfatizou que a área do Estreito de Ormuz é tradicionalmente instável, com um histórico de conflitos que podem afetar o processo ao longo do tempo. “Ainda não é de se comemorar completamente, mas ter uma perspectiva positiva de que a reabertura vai trazer esses pontos positivos”, afirmou a especialista.

Winter ressalta a importância de que os empresários realizem análises estratégicas, calculem riscos e considerem os prazos de negociações conforme as particularidades de cada setor. Essa abordagem cuidadosa é essencial para que o Brasil possa navegar nesse cenário de incertezas.

Além disso, o fechamento do estreito evidenciou a vulnerabilidade do Brasil em relação à dependência de insumos para fertilizantes que vêm da região. A Fiemg revelou uma queda significativa nas importações de enxofre e um aumento expressivo nos preços — em maio, o crescimento chegou a mais de 180%.

Verônica Winter destacou que o Brasil tem buscado alternativas para reduzir essa dependência, diversificando seus fornecedores. “A gente importou mais de países como Turcomenistão e Cazaquistão esses insumos para fertilizantes”, explicou.

A relação entre o Brasil e a região do Golfo Pérsico é caracterizada pela interdependência. Enquanto o país importa insumos essenciais para a agroindústria, também exporta produtos como carnes, que precisam da certificação halal exigida por esses mercados. “Existe essa troca, esse intercâmbio”, afirmou Winter.

As exportações de minério de ferro de Minas Gerais também foram impactadas pelo fechamento do estreito. A análise da Fiemg aponta uma redução significativa nas exportações desse mineral para a região, embora este fenômeno faça parte de um contexto mais amplo. “Envolve também a demanda que tem sido reduzida do minério pela China e por outros países”, explicou Winter, acrescentando que o fechamento do estreito contribuiu, mas não é o único fator.

Em um cenário global cada vez mais fragmentado e instável, a principal lição identificada pela Fiemg é a necessidade de uma gestão eficaz dos riscos. O fechamento do estreito resultou em elevações nos fretes e seguros, com valores semelhantes aos registrados durante a pandemia. “Os empresários estão mais preocupados com essas instabilidades e como fazer essa gestão desses riscos”, concluiu Winter, citando conflitos, disputas comerciais e questões ambientais como fatores que pressionam a cadeia produtiva.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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