O Grupo Aroeira, localizado no Triângulo Mineiro, obteve um financiamento de R$ 618 milhões com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento) para a implementação de uma planta de produção de etanol de cereais em Tupaciguara, Minas Gerais.
Os recursos foram divididos em duas operações distintas, sendo uma delas destinada à construção da unidade industrial e à aquisição de equipamentos e sistemas de produção. Do valor total, R$ 415,5 milhões foram aprovados em uma operação que combina R$ 310 milhões do Fundo Clima e R$ 105,5 milhões da linha Finem, que apoia projetos de investimento de longo prazo.
A segunda operação, no montante de R$ 202,5 milhões, será realizada através da linha BNDES Máquinas e Serviços, focada na compra de equipamentos e sistemas industriais.
O projeto será gerido pela Biomil Etanol, que atualmente se encontra em fase pré-operacional. A expectativa é que a nova planta comece suas operações em 2028 e se torne parte do complexo industrial do Grupo Aroeira em Tupaciguara, conforme comunicado oficial.
A planta terá uma capacidade inicial para processar 330 mil toneladas de cereais anualmente, incluindo milho e sorgo, com uma produção prevista de 146 milhões de litros de etanol por ano. Além disso, a unidade deverá produzir cerca de 92 mil toneladas anuais de DDGS, um coproduto que é utilizado na alimentação animal, especialmente nas áreas de pecuária de corte e leiteira.
A operação do Grupo Aroeira em Tupaciguara teve início em 2011, com a produção de etanol hidratado. Com o tempo, o complexo evoluiu para a produção de etanol anidro e a exportação de energia elétrica. Em 2017, o grupo expandiu suas operações para incluir a produção de açúcar.
Atualmente, a principal unidade do grupo é a Bioenergética Aroeira, que possui uma capacidade instalada para processar 4,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra. A empresa gera diariamente cerca de 800 metros cúbicos de etanol e 50 mil sacas de açúcar.
O complexo industrial também abriga a Central Energética Tupaciguara, que é responsável pela geração de energia elétrica a partir do bagaço da cana, e a Triângulo Energia, que foi criada para participar de leilões de comercialização de energia no mercado regulado.
Além dessas iniciativas, o grupo mantém parcerias voltadas à produção de biometano e fertilizantes, utilizando resíduos gerados nos processos de fabricação de etanol e açúcar, como a vinhaça e a torta de filtro.
