Itabaiana · quarta-feira · 30 de setembro de 2026
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Após cumprir uma agenda de entregas pelo país, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retorna a Brasília e deve se encontrar nesta quarta-feira (24) com o senador Jaques Wagner (PT-BA). O objetivo da reunião é deliberar sobre a continuidade do aliado na liderança do governo no Senado Federal.

Fontes palacianas indicam que o encontro é esperado antes do presidente retomar seus compromissos fora da capital na quinta-feira (25). Lula está acelerando suas agendas em decorrência das restrições eleitorais que começam a vigorar em 4 de julho, limitando inaugurações e campanhas publicitárias.

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Conforme informações apuradas, a tendência é que Jaques Wagner não permaneça à frente da liderança do governo, devido ao desgaste político decorrente de uma operação da Polícia Federal que o afetou na semana anterior. Embora auxiliares do presidente evitem confirmar essa possibilidade, a relação pessoal de longa data entre os petistas pode influenciar a decisão.

“Não acho que o Lula vai fazer isso, mas se ele fizer, é um direito dele. O cargo de líder do governo é do presidente da República, mas eu falei com ele hoje e ele sequer tocou nesse tema”, afirmou Jaques Wagner sobre sua possível saída.

Antes de sua conversa com Lula, Jaques Wagner deve se reunir com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Nesta reunião, espera-se que o senador agradeça o apoio público que recebeu de Alcolumbre após a operação da PF. O presidente do Senado criticou os julgamentos precipitados a que agentes públicos foram submetidos e expressou confiança de que a verdade sobre Jaques Wagner será revelada ao longo do processo.

Nos últimos dias, Wagner tem buscado apoio entre seus colegas de Senado para minimizar os danos à sua imagem. Ele contatou o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Otto Alencar (PSD), além de ter conversado com o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, e o ex-ministro Rui Costa, ambos aliados próximos.

Caso Jaques Wagner deixe a liderança, duas alternativas estão sendo consideradas. A primeira é que Lula convença o senador a sair voluntariamente, evitando assim um desgaste público para o Planalto. A segunda seria uma formalização da troca, que poderia expor o presidente, sendo considerada uma opção menos desejável.

Enquanto isso, a possibilidade de sucessão para a liderança já está sendo discutida no Palácio do Planalto. O ex-ministro da Educação, Camilo Santana (PT-CE), aparece como o favorito entre os interlocutores de Lula, apesar de estar focado nas campanhas eleitorais do Nordeste. Outros nomes, como Beto Faro (PT-PA) e Teresa Leitão (PT-PE), foram considerados, mas a avaliação é de que não possuem o perfil adequado para a função. O senador Otto Alencar (PSD-BA) também foi mencionado, mas a acumulação de funções não é vista como ideal.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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