Itabaiana · terça-feira · 29 de setembro de 2026
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Pesquisa da CNI ouviu mais de mil executivos e revelou as apostas do setor para o próximo governo federal. Reforma tributária e controle fiscal lideram a lista de prioridades.

Empresários da indústria têm como principais prioridades para a gestão 2027-2030 no Executivo federal a implementação de políticas fiscais e tributárias. Entre essas prioridades, destacam-se a redução de impostos, a consolidação da reforma tributária, a manutenção do equilíbrio fiscal e a melhoria das políticas de gestão pública.

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Essa informação é resultado de uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com a Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, divulgada nesta segunda-feira, 22 de junho. A pesquisa contou com a participação de 1.003 executivos de empresas industriais de vários portes, abrangendo todas as regiões do Brasil, entre os dias 7 de maio e 5 de junho.

O presidente da CNI, Ricardo Alban, enfatizou a importância da interconexão entre a política fiscal e monetária, afirmando que “quando a política fiscal e a política monetária não conversam entre si, as medidas para estimular o desenvolvimento produtivo se tornam menos efetivas”. Ele destacou que a indústria está preparada para contribuir, mas é necessário um Estado que promova o investimento produtivo e planeje o desenvolvimento, visando um Brasil mais próspero e inovador.

Segundo a pesquisa, 29% dos empresários industriais consideraram a redução de impostos e a consolidação da reforma tributária como as principais prioridades para a próxima gestão. Além disso, 22% destacaram a importância do equilíbrio fiscal e da melhoria da gestão pública, enquanto 21% apontaram o incentivo à indústria e à produção como urgentemente necessário para o país.

A pesquisa também investigou as prioridades dos entrevistados em relação a suas empresas e ao ambiente de negócios. Neste contexto, 45% dos empresários elegeram a redução de impostos como a política prioritária. A redução de juros e a oferta de crédito foram apontadas como prioridades por 26% dos entrevistados, enquanto o incentivo à indústria e à produção ficou em terceiro lugar, com 21%.

Os empresários também relataram os principais desafios enfrentados no último ano, sendo a “alta carga tributária”, “indisponibilidade de mão de obra” e “taxa de juros elevada” os problemas considerados de alto impacto pela maioria.

Com relação à intenção de investimentos nos próximos quatro anos, 41% afirmaram que planejam manter o nível atual de investimentos, enquanto 28% estão dispostos a aumentar esse volume. Por outro lado, 9% manifestaram intenção de reduzir os investimentos e 20% não pretendem investir durante o período.

Os resultados da pesquisa foram apresentados a pré-candidatos durante o evento A Indústria na Agenda dos Presidenciáveis. Nesse encontro, a CNI defendeu a revisão do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e propôs políticas de desvinculação dos mínimos constitucionais nas áreas de saúde e educação, iniciativas que foram criticadas por várias entidades do setor.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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